Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Aquele tempo...



Eu gostava daquele tempo, quando eu tinha certeza da maioria das coisas. Fazia-me bem ficar parada por alguns minutos, às vezes até mesmo horas, em silêncio, pensando e planejando o futuro. Eu tinha tantas certezas...
...certezas que já não tenho. Essas certezas me fazem falta. Elas eram de certo modo reconfortantes, porque eu sabia que apesar do que acontecesse no presente, eu ainda teria as minhas certezas, ainda teria planos, ainda teria sonhos.


Mas percebi que sonhos não bastam. Quanto mais sonho mais perto me encontro da felicidade, e então quando enxergo a realidade nada faz sentido, nada é simples.

Sinto saudades daquele tempo, de quando eu achava que sonhos bastavam. Que bastava amar pra ser amado. Meu mundo era perfeito quando todos aqueles que eu amo sorriam, bastava um sorriso pra tudo ficar bem.


Hoje não mais basta. Talvez porque agora eu saiba que por trás de um sorriso há milhares de lágrimas, que um sorriso aparentemente sincero pode roubar minhas palavras, meus planos, meu coração, e depois parti-lo sem um porque, por simples fraqueza, por medo, por egoísmo.

O coração volta a bater, talvez não mais como antes, mas volta. Mas então me fazem enxergar que aquele sonho não mais existe e percebo que talvez ele nunca devesse ter existido.
Mas a gente não desiste, não é? O coração se refaz e lá estou eu, amando novamente. Dessa vez amo quem não deveria, quem eu nunca terei em meus braços, mas somente em sonhos.

E eu não posso soletrar pra você, não posso olhar em seus olhos e simplesmente dizer as palavras que sempre quis.

E então os sonhos não bastam, porque nas idealizações eu sou feliz, mas quando os meus olhos encontram os seus, agora não mais em sonhos, tudo que eu quero é te abraçar, te envolver pra sempre em meus braços. Mas eu não posso.

Sinto falta daquele tempo, quando eu era mais ingênua, quando sonhava com um conto de fadas. Hoje eu percebi que por mais que as minhas escolhas me levem até você, talvez todo aquele sentimento que tinha por você não exista, ao menos não como antigamente, porque eu não mais sonho como antes, não mais idealizo como antes.

A vida mudou em mim o que eu jamais gostaria de ter mudado.

Eu estava próxima da felicidade na minha utopia.

Por que eu mudei? Não sei, não tenho certeza. Não tenho mais certezas de um futuro, próximo ou distante. A única certeza é que quero encontrar alguém que me faça sentir como me sentia naquele tempo. Alguém que me faça sonhar novamente, alguém com quem eu possa construir um futuro. Alguém que me faça acreditar novamente que basta um sorriso pra tudo ficar bem, alguém que esteja em meus pensamentos todos os segundos. Uma pessoa que olhe pra mim e então eu consiga dizer, com toda a certeza, que a amo e que quero passar cada dia, cada simples momento ao lado dela!

Hoje sinto falta de algo, muita falta. Mas quem sabe, quando eu encontrar os seus olhos, algum dia, eu finalmente me sinta completa; assim não mais sentirei falta daquele tempo. O passado será apenas uma lembrança...


...uma boa lembrança e nada mais.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Tanta coisa que eu não soube dizer - IV



Por que será que despedida dói tanto?


Já tenho a consciência de preciso desistir de ter esperanças; mas todos os dias gostaria poder dizer : Te Amo; mas apenas posso guardar dentro de mim e manter em um silêncio frio e devasto que ainda levo tempo de não demonstrar para os outros esse vazio, esse silêncio.


Eu quero muito seguir em frente; mas admito que eu ainda não vou deixar de te amar; e isso é desanimador.Infelizmente não disse tudo o que eu sentia e sinto por você, mesmo sabendo que fiz o que eu pude para demonstrar!


Mesmo eu sabendo que desde que você partiu eu não sou mais a mesma e sinto sua falta....

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Tanta coisa que eu não soube dizer - III



Quando crianças dizemos tudo o que vem na cabeça, sinto saudades desse tempo ... porque era nele que mesmo na inocência falávamos tudo o que queríamos, sem consequencias. Não segurávamos nada, não éramos falsos com nós mesmos ao esconder algo que tinhamos aquela vontade de falar.Simplesmente falávamos! Falávamos que amavamos nossos amigos no jardim da infância, mesmo sem saber o que significava, hoje escondemos e talvez nunca falamos que amamos nossos amigos,justamente por saber o significado.
Falamos coisas para apenas agradar os outros, somos futeis ao esconder a verdade.
Escondemos a verdade porque temos medo dela.
Há tantas coisas que temos que falar, mas diferente da infância que éramos encobertos pela inocência, agora não sabemos como nós expressar.
Falar o que sentiamos era muito mais fácil, muito mais simples. Agora o que se tornou simples foi o silencio!Este que cada vez mais ganhará espaço nas nossas vidas, cada vez mais perdermos o que melhor tinhamos na infancia, a sinceridade; e quando chegarmos na velhice só sobrará espaço para a lembrança das coisas que deveriamos ter falado. Das verdades que deveriam ter sido ditas, das palavras de carinho não pronunciadas, dos conselhos não dados. E apenas restará um vazio, o vazio da solidão, o vazio do silêncio!

terça-feira, 6 de abril de 2010

Tanta coisa que eu não soube dizer - II


Desde que te conheci nunca sei o que te dizer. Tem tantas coisas que eu quis (e quero) mas não soube (e não sei) como te dizer. Às vezes eu penso que se eu não falar isso pode mudar o nosso destino juntos, como se cada palavra que eu não disse tivesse o poder de nos separar num futuro, espero que, distante. E eu definitivamente não quero isso. Mas nunca foi tão difícil definir o que sinto. Talvez seja necessário que eu invente palavras, mas mesmo assim, eu teria que dar a elas um significado, e para isso eu teria que usar palavras que já existem. Entende o dilema?
Mas, mesmo assim, eu quero tentar. Se eu for condenada, quero que seja por não ter conseguido e não por não ter tentado.
É tão fácil me alienar de tudo, apenas de pensar em você. Suspirar de cada coisa que você já me disse. Escutar me falarem "não se envolva, faz tão pouco tempo" e não me importar, pois não parece que te conheço a pouco tempo, porque eu sinto como se tudo o que eu já vivi fosse só para esse momento chegar. Sinto falta da sua presença, do seu abraço... e adoro o jeito como sinto meu coração batendo mais forte quando falo com você. O medo e a vontade de chorar que sinto só de pensar em te perder, me mostram o quanto você é importante para mim, talvez mais do que eu possa imaginar. A segurança que sinto em seus braços e a sensação que poderia ficar neles pela eternidade...

E de novo, houveram tantas coisas que eu não soube dizer... Mas agora eu tentei, e vou continuar tentando cada dia mais (mesmo que a cada momento palavras pareçam cada vez mais impróprias).



"O sentimento é algo sem formato nem peso.
Não dá para medir seu tamanho nem profundidade.
Ninguém nunca viu o que ele realmente é"
Karekano - as razões dele, os motivos dela

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Tanta coisa que eu não soube dizer - I


Eu nunca disse a um amor que o amava...

Nunca professei meus sentimentos face a face pra ninguém, com todas as palavras que deveria...

As palavras sempre souberam fugir de minha boca, tanto pra dizer o quanto alguém era importante, quanto para dizer que alguém me fazia mal pra mim, eu podia ser magoada por uma pessoa, mas por algum motivo não queria que ninguém se magoasse comigo, talvez por não querer que alguém sentisse ao mesmos sentimentos ruins por mim...

Foram tantas coisas que eu não soube dizer pra tanta gente, que chego a perder a noção de quanto não vivi, ou de quanto tempo vivi triste, e ainda vivo... enclausurada, com o temor das reações que uma palavra poderia causar.

Aprendi com muito custo que não era bem assim que as coisas deveriam ser... e cada vez mais me liberto de minhas amarras, e de meus arrependimentos, pois devemos viver o agora... e ao mínimo demonstrar tudo aquilo que deveríamos ter dito e não soubemos como, pra não viver no arrependimento, no “E se..”.

Ainda não sei mesmo, como dizer a maioria das coisas que se encontram na confusão de sentimentos do meu ser, preciso antes de sair por ai demonstrando as coisas, dizer aquilo que eu acho de mim, me transparecer, deixar que me decifrem...