Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Uma história de amor

Cap I - Prisioneira do amor

Lola era uma menina normal, sem nada de especial, que não se destacava dos outros. Porém, todos que a conheciam gostavam dela e só achavam que ela tinha um defeito: às vezes ela era ingênua demais.
Era uma tarde de verão, ela e seus amigos foram ao parque, e aquela foi a primeira vez que ela o viu. Foi amor à primeira vista.
Ano Novo, escola nova e uma surpresa: ele estava na sala dela. Lola passou dias imaginando como seria conversar com aquele anjo: Vitor. Ela gostava e pensava nele cada vez mais, e quando nós gostamos muito de uma pessoa, é praticamente impossível sair ileso.
Um dia, ela resolveu se declarar; seus amigos não gostaram muito da ideia, mas mesmo assim, não a impediram, pois sabiam que ela não ouviria. Ela se vestiu bem naquele dia, se maquiou e se perfumou com seu perfume mais caro. Chegada a hora, seu coração acelerava conforme se aproximava do anjo.
- Oi - ela começou e não parou, se não, perderia a coragem - eu queria te falar uma coisa... eu gosto de você... desde a primeira vez que eu te vi, no parque, nas férias.
Depois de falar, ela ficou parada, estática; ele piscou os olhos.
- Legal - ele respondeu e virou as costas para conversar com seus amigos.
Ela continuou no mesmo lugar, sem entender se ele a tinha aceitado ou não. Maria,a melhor amiga de Lola, foi ajudá-la a se mover. Mais tarde, no mesmo dia, Vitor foi falar com a confusa garota.
- Lola, amor, você pode ir comprar bala pra mim? - aquelas palavras a deixaram extasiada.
- No intervalo eu vou, meu anjo - ela falou com os olhos brilhando
- Mas o intervalo vai demorar, você não pode ir agora?
Apesar de não querer, ela acabou indo, para poder agradar o seu amor, mas ele não a pagou.
No outro dia, ele teve dor nas costas e pediu massagem, depois, ela levou lição dele para casa e dia após dia ele exigia mais dela. Maria tentou alertar Lola "Ele só está te usando" ela disse, mas Lola não acreditou, ela estava cega pelo amor. E passaram-se meses desse jeito.
Um sábado, Lola estava cansada de estudar e decidiu dar uma volta no parque perto da sua casa, naquele mesmo parque, com lembranças do seu anjo. Ela andou até chegar no mesmo lugar em que o vira pela primeira vez, chegando lá, ela se surpreendeu, lá estava ele, parado de costas para ela. Um sorriso se formou em seu rosto. Ela deu o primeiro passo em direção a ele quando outra menina se aproximou em seu lugar. Lola achou melhor esperar a menina sair de perto dele, para que ela pudesse ir até lá. Ela não precisou esperar muito, porque na verdade, a garota só deu um beijo nele e foi embora, mas Lola não conseguiu se mexer, pois o beijo não tinha sido qualquer um, nem em qualquer lugar... não era um beijo de amigos, era um beijo de namorados. Ela correu, correu para poder esquecer. O que ela faria quando tivesse que encará-lo?

Cap II - ?
Segunda-feira chegou logo, e assim que Vitor chegou foi falar com Lola.
- Oi, meu bem.
Ela não tinha treinado o que falar. Achou melhor seguir o seu instinto, mesmo sabendo que isso poderia ser perigoso.
- Oi - ela respondeu sem olhar para ele.
- Você fez o meu trabalho? É para hoje...
- É claro que não! - ao falar, ela olhou para ele. Vitor pulou para trás, por medo do olhar da garota
- Por quê?
- Não quis... Achei que a garota do parque fosse fazer um trabalho melhor para você - ele não respondeu - Você vem me enganando há meses! Você só me usa, nunca me beijou e eu te encontro na rua COM OUTRA? EU DEVO TER CARA DE TAPADA, NÃO É POSSÍVEL!
- Lola...
- Quieto! E saia da minha frente.
Aquela foi a última vez na qual ela falara com ele, porém, mesmo com o final do ano e com o fato de ele mudar de escola, ela não deixou de sentir algo em seu coração quando pronunciavam aquele nome: "Vitor".
Alguns anos depois...
Dia da formatuda. Ela sabia que ele iria e que ela o veria. Mas ela tinha medo do que sentiria se o visse, se ele despertaria todo aquele sentimento outra vez.
Meia-noite, já estava na hora do baile, tocava uma música lenta e romântica. Ela sorria quando se virou e o viu.

Cap. III - Liberdade

E ela não sentiu. Nada aconteceu dentro dela... ela finalmente estava livre.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

E se...- V



"Adeus"

“Dessa vez eu encontrarei o mais belo sorriso por toda a eternidade. Na celeste noite que cobre os teus olhos ou no infindável pecado ao qual me entrego neste sublime instante de pura liberdade.”
É. Era ele quem ela amava. Ele fora o único que a fez acreditar em contos de fadas; quem a fez sonhar; quem a fez se sentir segura. Ela se perdia em seus olhos, admirando cada detalhe da idealização à qual se entregava.
“Eu sinto tanta saudade...”
Ela repetia essas palavras em todos os seus sonhos ou ébria com os seus pensamentos. Ela ainda podia sentir o toque da pele dele sobre a sua, o encontro de seus lábios, os braços dele a envolvê-la em seu paraíso particular.
Como ela fora feliz ao lado dele...
Os beijos, os toques, a felicidade viveram em seus corações por pouco tempo. Mas sobreviveram e embora seus olhos não mais se encontrassem, ainda procuravam um ao outro.
“Me perdoe!”-ela sempre quis que ele dissesse essas palavras. Não sabia o porquê dele pedir perdão, ou porque ela sempre quis ouvi-lo dizer. Ela não sonhava. Ele verdadeiramente pedia perdão.
Ela ficou estática. Procurava palavras, mas estas pareciam não existir.
Ele voltara pra vida dela.
Em meio a tantas palavras ditas por ele, só conseguira ouvir “Você voltaria pra mim?”. Não ouvia mais nada; se entregava ao silêncio, almejando entender as vozes que gritavam em sua mente.
É claro que ela o amava. Tudo que ela desejava era poder dizer sim. “Sinto tanta falta de você. Não imagina a falta que sinto do seu sorriso, de todos os nossos momentos juntos, da felicidade que sentia ao seu lado. Se voltaria pra você? Eu te amo. Durmo todas as noites contemplando a lua, que brilha na escuridão da noite, iluminando os meus versos e acalentando as lágrimas que encontro na ausência do teu sorriso. Seu sorriso é a minha lua. E a escuridão a tua ausência.”
Novamente não conseguiu dizer sequer uma palavra. Apenas ela escutava o que realmente sentia. Ela não podia dizer o quanto o amava.
Ela tocou a face dele, como um Adeus. Sim, ela dizia Adeus.
Ela o deixou sozinho. Ela queria ficar sozinha. Ela não suportaria uma vez mais ver aquele que ela amava partindo, tentando tocá-lo em vão, enquanto ele caminhava e ela se mantinha presa sobre o solo em que ambos tocavam.
Não suportaria não mais tocá-lo, não suportaria a ausência daquele sorriso...
As lágrimas inevitavelmente tocavam sua face. “Desculpe...”
Ela queria ter dito a ele ao menos essas palavras, mas não suportaria olhar pra trás. Ela precisava que ele a esquecesse.
“Ao menos uma vez toquei a sua face, beijei os seus lábios, o envolvi em meus braços enquanto você me abraçava. Ao menos amei. Amo. Se agora busco a liberdade e tão cedo a eternidade, é porque não saberia uma vez mais te perder...”
“Nãao!”- por quê? Por que ele sempre voltava?
Ela perdeu toda a coragem que tinha, pois era ele, o dono daquele sorriso. Ah, aquele sorriso!
“Como você pôde pensar em me deixar assim? Depois de tudo o que eu te disse...”-uma lágrima caminhava na face daquele que ela tanto amava. Ele não sorria.
“Um dia foi você quem me deixou!”-finalmente ela encontrou palavras.
“Você sabe por que não ficamos juntos...”
E ela sabia. Não fora culpa dele ou dela. O destino os separara. Por tantos motivos não puderam ficar juntos...mas ela precisava culpá-lo, ela precisava de um motivo pra deixá-lo.
“...e eu não me refiro a você ter me abandonado, sozinho. O que eu não suporto pensar é que você buscaria a eternidade e me faria viver em tua ausência. Eu te amo demais. Eu te quero ao meu lado a cada segundo. Eu quero viver com você, por você. Um dia encontrarei a eternidade, mas só suportarei se for ao seu lado. E se eu não estivesse aqui, agora, neste exato instante? O que seria de você, de mim, de nós? Você encontraria a celeste noite ou o infindável pecado, mas pode ter certeza, que o primeiro que encontraria seria eu, ao seu lado. Te amando, eternamente.”
Ela não mais se entregaria à celeste noite ou ao pecado. Ela se entregaria àquele sorriso, somente àquele sorriso, por toda a eternidade.
Os braços dele a envolveu. Ela tocou os seus lábios, sua face e lhe disse palavras, poucas palavras para que somente ele escutasse, mas que o fizeram sorrir e abraçá-la ainda mais forte.
E se ele tivesse desistido dela? Talvez ela já tivesse encontrado o eterno sorriso de quem ama, mas incomparável ao sorriso que agora encontra frente aos seus olhos.
“...”

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

E se...IV


Naquela estrada, ninguém caminhava; tinha casas sim, e a luz saia de suas janelas. Mas ninguém caminhava na estrada.

Quando eu olhei para dentro através de uma das janelas, haviam pessoas, mas elas já tinham alguém especial com elas.

Eu também olhei em outras casas; as pessoas nelas também já tinham alguém especial...

Porque estar com alguém especial é divertido? Muito mais divertido do que estar com outras pessoas?

Então, ninguém mais sai, ninguém mais caminha nessa estrada! Eu vou sair em uma jornada; eu vou para outra cidade, desejando que alguém vá me achar; mas se esse alguém se apaixonar por mim...esse seria o momento que eu e essa pessoa teríamos que nos separar; mas ainda assim, eu quero encontrar aquele que é certo pra mim.Pensando nisso, eu parto novamente na estrada que ninguém caminha.

No final das contas, não tem mais ninguém nessa estrada; todo mundo está com "aquilo", eles nunca acordam de um sonho feliz no qual eles estão com "aquilo". O tempo que eles gastam com "aquilo" é um sonho; e sonhar é um ótimo negócio para eles..."Aquilo" pode tornar qualquer coisa realidade.

Mas...ainda tem uma coisa que nem "aquilo" consegue fazer! Ele não é capaz de me tornar igual as outras pessoas, e se eu encontrar "aquilo"?

Provavelmente vou estar com a pessoa que se apaixonou por mim, e se alguma hora nos separarmos, eu quero caminhar na estrada com ele por um momento.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

E se... III


As vezes fico pensando o que seria se minha mãe não tivesse me obrigado a entrar no Pueri Domus, se eu nunca tivesse falado com o Marco no primeiro dia,se eu nunca tivesse brigado com a minha Best!! hauhauhau, se eu nunca tivesse ido pro A, e depois voltado pro B, se não tivesse uma pandemia e eu tivesse ido pra Bariloche.

Eu acredito muito no destino, tudo tem uma razão pra acontecer, que as vezes na hora não vemos porque mas futuramente intedemos.O destino é dificil descrever, mas é uma coisa simples; são escolhas. Desde a blusa que colocamos pra ir pra escola até a profissão que escolhemos.Estamos em momentos de decisão, desde do primeiro ano eu queria ser advogada, achava que era uma coisa traçada pra mim, já me via como promotora hauhuahauhu mas inguem sabe do dia de amanhã, e se amanhã eu morrer..!!??! huahhuahua tudo que eu idealizei vai comigo. Viver pensando no SE...é como se o hoje não existe.

Fernando Pessoa disse "Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão..."

Não quero ficar pensando no que se foi ... se eu tivesse feito isso ou aquilo ... tudo tem uma razão,um motivo! O e se não existe.. é fruto da nossa imaginação!

Vamos viver o dia de hoje!!

terça-feira, 3 de novembro de 2009

E se... - II




(não importa o vídeo, só ouçam a música ^^)

Ela não conseguiu dormir essa noite, pois hoje fazia um ano... Ela olhou no relógio, fora naquela mesma hora, aquela maldita hora, 9:04.
Tudo começou no que ela julgou um dia como outro qualquer. Ela acordara com o sol batendo em seu rosto, às 5:30 da manhã. Seu marido estava ao seu lado e ela o abraçou. Como ela gostava de sentir o corpo dele perto do seu! Ele acabou acordando ao sentir seu corpo mais quente.
- Que horas são? - ele perguntou respondendo ao abraço de sua esposa.
- Cedo - ela respondeu beijando-o
Ele correspondeu ao beijo e eles se amaram até ouvirem o despertador às 7:30.
- Você tem que ir? - ele perguntou
- Tenho. Vão fazer uma audiência importante hoje e é melhor eu ir, se não meu emprego fica ameaçado.
Ele fez o café enquanto ela tomava banho. Ela agradecia a Deus todo dia pelo marido maravilhoso que tinha (ele não precisava acordar tão cedo, afinal, só trabalhava na parte da tarde, mas o fazia mesmo assim, para agradar sua mulher). Porém hoje, ela havia se esquecido.
Ela se trocou e os dois tomaram o café juntos, distraídos. Quando ela tomou consciência,já estava atrasada, era 9:01.
- Eu preciso correr - ela disse
- Eu te acompanho até a porta - naquele momento ela não sabia o quando essas palavras pesariam no seu futuro.
Ela desceu as escadas, abriu a porta da frente, caminhou até a calçada e se despediu do seu marido com um beijo rápido, 9:03. Ela atravessou a rua e quando chegou ao meio dessa, sentiu um empurrão em suas costas, o que a levou ao outro lado, e logo após, ouviu um barulho produzido por um carro que tentara parar.
Ela teve medo de olhar o que tivera acontecido, mas era preciso. Quando ela finalmente olhou para trás, confirmou que seu maior medo era real.
Ele estava lá, deitado no chão e o carro estava parado logo atrás dele. Ela correu, as lágrimas começaram a escorrer dos seus olhos, o relógio marcava 9:04.
Ela agarrou a mão dele.
- Por que você fez isso, seu idiota?
- Eu... Eu não conseguiria... viver... - ele respirava com dificuldade - em um... mundo... no qual você não... existisse. Mas você... cof cof... você é mais forte do que eu.
- Não fala isso, isso não é verdade, eu não sou forte sem você. Aguenta, VOCÊ NÃO PODE MORRER!
Nesse momento a ambulância chegou. No hospital, depois de esperar o que pareceu uma era, ela recebeu a notícia: "Hora do óbito: 9:31"

Ela está na cama, nesse dia amaldiçoado, simplesmente não consegue sair dela. Ela não liga se perder o emprego, ela não atende o telefone (que já tocou cinco vezes), ela não comeu e nem vai comer.
Hoje, ela só conseguia pensar nele e naqueles malditos "e se?"
"E se eu não tivesse me importado tanto com aquela audiência?", "E se eu não tivesse saído com tanta pressa?", "E se eu tivesse dito que não precisava que ele me acompanhasse até a porta?", "E se eu tivesse olhado antes de atravessar a rua?", "E se tudo isso tivesse acontecido, ele ainda estaria aqui, do meu lado?"

Com você aqui não há nada que eu temo
E eu sei que meu coração continuará
Ficaremos para sempre dessa forma
Você está seguro em meu coração
E meu coração continuará e continuará

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

E se... - I

Eduardo e eu somos melhores amigos sempre, não desgrudamos um do outro, mas apesar disso ele não sabe que sou completamente apaixonada por ele, acho que sequer desconfia disso.

Ele é tão bonito com seus olhos azuis e seu cabelo preto jogado de lado sob os traços perfeitos de seu rosto que poderia escolher a garota que quisesse, mas não só pelo superficial, longe disso, eu o amaria mesmo que ele fosse feio... era tão engraçado e inteligente, um amigo pra todas horas... ele nunca me escolheria, eu não tinha nada de especial

Por isso não tinha coragem de dizer o que sentia por ele e os “E ses” me consumiam, eu deveria me declarar? E foi assim por anos, até certo dia em nosso penúltimo ano de colégio que fui declarar tais sentimentos... aquele que foi o dia mais triste de minha vida.

Pois fiquei sabendo que ele tinha uma doença terminal e poucos um tempo incerto de vida e num misturado de sentimentos loucos esqueci meus propósitos e assustada não mais cogitei dizer que o amava...

E me perguntava sempre E se eu falasse agora? E esse questionamento me atormentava a todo o tempo, a cada palavra dele, a cada segundo que eu respirava, e sempre eu resolvia não dizer nada, não sei se temia perde-lo, sendo assim demasiadamente egoísta, ou se tinha medo que isso estragasse nossos últimos momentos juntos, deixando-o triste nesse período tão difícil...

Nos meses que se passaram houveram muitas risadas e reflexões, aprendemos a aproveitar mais a vida não deixar as coisas para depois, ou pelo menos em parte tinhamos aprendido, já que eu ainda não tinha tido a coragem de me declarar, apesar de que em cada um de seus sorrisos eu pensasse em fazê-lo, em cada um de seus freqüentes risos em que ele ignorava sua condição e que lhe proporcionaram viver a vida de uma maneira que muitos não vivem em cem anos de existência, eu o admirava e amava cada vez mais...

Eu só podia ser feliz por ter proporcionado alguns desses momentos.

Quando o seu caso se agravou minha mãe decidiu que pelo meu bem eu deveria passar as férias que estavam bem próximas com sua irmã na Europa, eu não queria, porém não tinha forças para resistir... não consegui ser forte por ele...

Fui me despedir e ele estava de cama, usei minhas forças para não desabar em choro naquele momento e dizer o que tanto me corroia e era alvo de meus questionamentos diários: o quanto sempre o amei e iria amar acontecesse o que acontecesse, que vinham seguidas pelas justificativas dos porquês de não ter falado isso antes...

Ele estava quase dormindo, não respondeu com palavras, simplesmente segurou bem forte minha mão que estava próxima da sua, senti por alguns instantes uma felicidade que nunca imaginei que iria sentir em algum momento da minha vida enquanto tinha a mão dele junto a minha e via o sorriso singelo que ia sentir tanta falta...

Queria ficar ali junto com ele nos suas ultimas semanas, e agora tinha forças para lutar para permanecer, mas infelizmente elas não foram suficientes, e fomos ao aeroporto dois dias mais tarde, enquanto eu e meus pais esperávamos pelo vôo que já estava atrasado por duas horas recebi um telefonema da casa dele.... não me deixaram atender, presumi o pior já que ela não me disse o que tinha acaba de ouvir.

Esperei por cerca de dez minutos para entrar o avião, mas eles pareceram muito mais demorados do que as horas que já havia esperado, pois não queria mais ficar ali. Fugir para o mais longe possível era agora o meu maior desejo, tinha perdido minhas esperanças...

Nos dois primeiros meses que passei com minha tia, vivi uma sobrevida e ainda me perguntava: “E se? E se eu tivesse dito antes?!?!”, e só com isso na minha cabeça mal conseguia levantar da cama e aproveitar o mínimo do verão mediterrâneo, que em outras férias pude perceber o quão belo era.

No terceiro e ultimo mês de minha estadia passei a ocupar a minha mente com qualquer coisa para tentar espantar meus fantasmas, principalmente com tarefas domésticas, e com os livros da vasta biblioteca. Já que o dia de voltar se aproximava, não queria pensar em Eduardo, não queria sequer por um minuto, apesar de não conseguir, deixar a idéia de voltar e não tê-lo por perto tirar minha sanidade.

Terminado o mês, o vôo que traria de volta a dura realidade, não atrasou nem um minuto como desejava (Ah, eu odeio aviões!!!), desembarquei logo e encontrei toda minha família a espera... mal consegui cumprimenta-los, sentei na cadeira que estava ao lado deles, fiquei muda.

Minha mãe logo disse:

--Tenho ótimas noticias

E eu só pude responder:

-- Nada que você diga pode ser bom.... ele está....(Não conseguia dizer morto)

Minha mãe respondeu prontamente....

-- Como assim minha filha, Eduardo não morreu, Dr. Campos o indicou para um arriscadíssimo procedimento cirúrgico para retirar o tumor que fazia as células malignas atacarem seu corpo, as chances de sobrevivência eram mínimas, não te contei que ele estava na lista de espera para a cirurgia naquele dia no aeroporto, por que não queria de dar falsas esperanças... e você não atendia meus tefonemas em Florença para eu te avisar do sucesso da cirurgia...

Não consegui ficar brava com minha mãe por mais de 5 segundos, estava consumida por uma imensa felicidade, apesar de não o vê-lo ali. Sai correndo em seguida e peguei o primeiro táxi em direção a casa dele...

Bati porta fervorosamente, e a espera ali pareceu maior que todos os momentos em aeroportos já vividos por mim...

A porta se abriu e ali estava ele com um lírio nas mãos, tentando se jusificar por não estar em meu desembarque, mas eu não o deixei se desculpar queria abraça-lo e não soltar mais.

Mas ele continuou

--Mas eu preciso te dizer isso

E eu retrucava

-- Pare de desculpas, não quero mais ouvir besteiras...

E ele respondeu

--Não são desculpas...er... Eu... Eu te amo!!! E sempre te amei, nunca achei que você gost...

Não deixei ele continuar, trocamos um beijo caloroso, no momento mais perfeito de minha vida, no qual pude sentir aquela alegria que nunca mais imaginei que sentiria, num momento de felicidade plena, por que eu sabia que eles sentia isso também.

Reflexão:

Se isso ou aquilo mudasse...

somente esse detalhe seria diferente ou tudo seria diferente?