Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Voando por aí...


É uma pena que as coisas mudem tão depressa. É uma pena que as minhas palavras hoje nada mais sejam do que simples palavras. Digo e repito o que disse, mas você finge não escutar e eu finjo não entender. Mas as palavras também se cansam e um dia elas pedem pra não serem mais ditas, não serem lembradas. Eu ainda as sussurro, mas elas se fecham, se escondem e permanecem ali, com medo. Elas desistem, elas choram, elas se perdem por entre tantos versos e sonhos que já partiram pela incerteza.
Mas os bons tempos são lembrados, os sonhos rememorados e as palavras, ah....as palavras...logo elas criam coragem e saem voando novamente por aí...

domingo, 22 de julho de 2012

Renascer


Do seu nome, que sem sentido foi dito por um alguém, surgiu a memória que há pouco morrera na intenção de que fosse verdade. Verdade dita e posta em mentira e contada como história, ficção narrada por uma voz em sonho da beleza que fora o toque de um abraço ou dos lábios que se perderam por breves segundos de entrega errônea de realidade ficta do amor que nasceu como nasce na natureza tão bela do inesquecível, que aparecera dentro de seus olhos, quando só sabia neles me perder, e me perder mais um pouco, enquanto minhas mãos tocavam sua pele como um apelo de eternidade e pudera eu dizer que também verdade. Mas que de verdade sobrou apenas uma parede borrada de palavras que incitaram ser ditas e que não sobreviveram à solidão do passado que se fez em presente um nada além de uma pobre lembrança que embora dita pobre se tornou a razão do querer, do viver, do respirar, sonhar e do ser de alguém que desvaneceu quando sonhou com aqueles olhos transparentes como a alma que existia apenas na própria imaginação.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sobre as estrelas


Uma noite escura, cujo brilho roubaram com palavras rudes, era julgada perdida. Até que decidi que noites sem brilho já não me bastavam mais e, em um ato de loucura ou sanidade (a quem cabe julgar?), dei um berro de liberdade e olhei para o céu.
O brilho das estrelas tinham voltado. O poeta diz que quem ama consegue ouvir e entender aquilo que as estrelas nos dizem. Naquele dia eu soube que o poeta tinha razão. Naquele dia eu falei com as estrelas e elas tinham a voz do meu amor (e eu descobri a razão pela qual as estrelas só falam a quem ama, afinal, qual não haveria voz para aqueles que não têm um amor).
As estrelas, pela voz do meu amor, me trouxeram a doce promessa de que eu nunca mais veria uma noite escura, pois elas estariam lá para iluminar meu caminho.
E assim foi.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Bela estranha


Como a vida é estranhamente engraçada...dela rio, faço piadas, outras vezes por ela choro e me perco no sentido vazio da inexistência do que nem sei. Uma hora o meu coração bate como se fosse a última esperança de alguma pontada de felicidade e depois de minutos, segundos, já esquece porque tão forte batia; o pensamento se esconde em algum lugar do infinito e a sua imagem escurece, umedece, se apaga no efêmero tempo. E a voz some, e seus olhos perdem o brilho, e a minha pele já não mais parece ser parte da sua, como por alguns minutos sonhei.
Fiz do meu silêncio minha memória e minha história. Contei e recontei-a em cada breve momento simplesmente para o meu entender. Sorri como sorri uma criança, naquela inocência inafastável de um querer somente por querer. E você fugiu de mim, mas o mais curioso é que eu deixei; em metáfora vi-me desentrelaçar nossos dedos. Vi-me na solidão, ou talvez numa espera e em um feliz esquecimento da breve ébria vida que vi, que vivi, que deixei passar. E do sorriso que da tua ausência fez-se presente deixei-me roubar por uma estranha, que das palavras escritas fez verdade em vida concreta vivida e que da minha história entendeu que palavras não são só palavras, mas o querer, o viver, o amar, o ser feliz. E naquela mudança de segundo ao outro segundo parece que acordei da minha memória e deixei que a história começasse a se escrever.