Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A Jornada


Veja as fotos dos alpinistas no topo da montanha... eles estão sorrindo, estáticos..Mas eles não tiram foto no meio do caminho..
Da dor de caminhar vários km, do frio, muitas vezes da fome porque quem quer lembrar do sofrimento?
Nós nos esforçamos não porque gostamos... mas porque precisamos.
A subida é íngreme é difícil mas a cada passo ficamos mais próximos do topo,é isso que impulsiona pra frente.Ninguém tira foto dessas partes, do desespero, da insegurança, do medo. Ninguém quer lembrar, mas são os obstáculos que fazem a vista lá de cima mais prazerosa.
Queremos lembrar apenas da visão do topo,aquele momento único que prendemos a respiração e vemos o mundo debaixo do nossos pés.É isso que faz a escalada valer a pena até sentir as vezes dor.
Essa é a parte engraçada vale a pena qualquer coisa... para completarmos a nossa jornada!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Descobrindo o que é viver

"-Ser vivo e ter preguiça de viver é simplesmente burrice". Disse aquela que se achava muito inteligente, sem perceber a hipocrisia que falava, pois por mais que ela respirasse e exprimisse um discurso de alguém sábio e bem vivido, suas experiências eram na verdade ficcionais, sua vida, se não era mentira, não era muito mais que isso, era um expectro, uma sombra na caverna, simplesmente platônica.

E ela,apesar de se fazer de desentendida quanto a isso, sabia identificar nas suas palavras e nos seus atos, que fora até aquele momento um espécie de morta-viva, descobrindo a humanidade e sentindo através das experiências de outros: poetas, cineastas, de qualquer um que fosse o oposto dela, alguém que num primeiro momento poderia parecer menos irracional, mas que era inteligentíssimo por viver.

Só vivia de imaginação, na esperança de que alguém a levaria a essa vida, de qual tanto ouvira falar, e seria sua salvação, sua redenção; e quanto a isso havia mais um problema pra acompanhar sua mortandade, a falta de confiança, como poderia uma pessoa salvá-la se ela não confiaria nesta?

E quando se tocou de tudo isso, se viu numa encruzilhada, será que esse coração de baixo metabolismo iria experimentar um dia a beleza da vida? Se indagava, e percebia que podia tentar se abrir, para que assim pudesse ser salva, mas não conseguia ter forças para isso, não poderia ver seu coração endurecido, ser quebrado, ele obviamente se estilhaçaria, percebeu racionalmente.

E prosseguiu a pensar, concluiu que deveria haver uma maneira outra maneira de ser trazida à vida, mas de que não tivesse, num primeiro momento, confiar cegamente e incondicionalmente em alguém, amá-la de fato, e como poderia, nem sequer compreendia o que poderia ser o amor.

Eram uma lenda para a pobre coitada, o amor e a vida, quantos já tentaram explicar com a razão a mágica que envolve esses, a felicidade que poderia surgir com isso, mas eles não foram muito conclusivos com isso; ela tinha percebido ao ler diferentes textos sobre isso que não haviam muitos pontos de convergência que pudessem defini-los corretamente. Então não compreendia.

Mas no fundo a garota não era burra não, em algum momento ela iria perceber que a vida não deveria ser entregue a ela por alguém, ela mesmo teria que lutar, e SE amar para conseguir isso, conseguir quebrar sozinha a barreira que recobria seu coração, para isso seria necessário muita coragem e maturidade suficiente para tal.

E até aquele dia não estava pronta, já que pouco tinha vivido, precisou de várias doses de adrenalina, de pequenos momentos de risos, e muita amizade para que pudesse ter uma das maiores epifanias de sua existência. Mas essas tais epifanias não acontecem de uma hora pra outra, e ela teria que esperar ao menos um estopim para que ocorresse a reação desejada.

E foi quando viu os olhos dele, que nem tinham nada assim de especial a alguém despercebido, não eram azuis, nem verdes, mas eram honestos, bondosos.E alguma coisa ia mudar, ela viu naqueles um motivo para viver, mas não tire conclusões precipitadas, ela não iria viver por aqueles olhos, mas pelos sentimentos atrás deles, por perceber a parte boa dos seres humanos, da vida, em tão simples manifestação.

E aos poucos iniciou o processo: a cada dia tentava se desafiar mais e mais, ultrapassar os limites de sua zona de conforto, a viver, extrapolar seus sentidos, seguir mais seus instintos, sem abandonar a razão que era tão fundamental em sua essência. Quanto a àqueles olhos, ela não sabia se poderia encontrá-los novamente, mas sabia que poderia encontrar aquilo que a cativara neles, o amor pela vida e pelas pessoas... Agora ela procuraria por esse sentimento pouco desvendado por ela, mas não como um propósito,ou como uma necessidade, mas como parte da vida que passara a viver, parte dessa mágica indecifrável até para os mais sábios.


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Um desabafo


Palavras. Palavras que não fazem sentido para mim. Mas como haveriam de fazer se aqueles que as proferem não se baseiam em nada para torná-las reais? Então, sendo elas sem sentido, por que eu tenho que ouvi-las? Por que querem tanto que eu acredite nelas?

Sinto muito, eu não acredito em palavras sem fundamentos, eu não acredito que precise de conselhos sendo que eu não os pedi. E eu quero gritar, pois não consigo mais guardar isso aqui dentro. Não sou mais criança, eu sei me cuidar, eu sei o que é bom pra mim.

Eu, melhor do que ninguém. Pois sei no que eu me baseio quando falo alguma coisa. Eu sei o quão forte e o quão fraca eu sou, sei o que me faz sorrir e o que me faz chorar.

E me desculpe, mas esse veneno barato definitivamente não é um motivo para derramar minhas preciosas lágrimas. E se você não gostou, eu não ligo nem um pouquinho.