Do seu nome, que sem sentido foi
dito por um alguém, surgiu a memória que há pouco morrera na intenção de que
fosse verdade. Verdade dita e posta em mentira e contada como história, ficção
narrada por uma voz em sonho da beleza que fora o toque de um abraço ou dos
lábios que se perderam por breves segundos de entrega errônea de realidade
ficta do amor que nasceu como nasce na natureza tão bela do inesquecível, que
aparecera dentro de seus olhos, quando só sabia neles me perder, e me perder
mais um pouco, enquanto minhas mãos tocavam sua pele como um apelo de
eternidade e pudera eu dizer que também verdade. Mas que de verdade sobrou
apenas uma parede borrada de palavras que incitaram ser ditas e que não
sobreviveram à solidão do passado que se fez em presente um nada além de uma
pobre lembrança que embora dita pobre se tornou a razão do querer, do viver, do
respirar, sonhar e do ser de alguém que desvaneceu quando sonhou com aqueles
olhos transparentes como a alma que existia apenas na própria imaginação.
Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura
domingo, 22 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Sobre as estrelas
Uma noite escura, cujo brilho roubaram com palavras rudes, era julgada perdida. Até que decidi que noites sem brilho já não me bastavam mais e, em um ato de loucura ou sanidade (a quem cabe julgar?), dei um berro de liberdade e olhei para o céu.
O brilho das estrelas tinham voltado. O poeta diz que quem ama consegue ouvir e entender aquilo que as estrelas nos dizem. Naquele dia eu soube que o poeta tinha razão. Naquele dia eu falei com as estrelas e elas tinham a voz do meu amor (e eu descobri a razão pela qual as estrelas só falam a quem ama, afinal, qual não haveria voz para aqueles que não têm um amor).
As estrelas, pela voz do meu amor, me trouxeram a doce promessa de que eu nunca mais veria uma noite escura, pois elas estariam lá para iluminar meu caminho.
E assim foi.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Bela estranha
Como a vida é estranhamente
engraçada...dela rio, faço piadas, outras vezes por ela choro e me perco no
sentido vazio da inexistência do que nem sei. Uma hora o meu coração bate como
se fosse a última esperança de alguma pontada de felicidade e depois de
minutos, segundos, já esquece porque tão forte batia; o pensamento se esconde
em algum lugar do infinito e a sua imagem escurece, umedece, se apaga no
efêmero tempo. E a voz some, e seus olhos perdem o brilho, e a minha pele já
não mais parece ser parte da sua, como por alguns minutos sonhei.
Fiz do meu silêncio
minha memória e minha história. Contei e recontei-a em cada breve momento
simplesmente para o meu entender. Sorri como sorri uma criança, naquela
inocência inafastável de um querer somente por querer. E você fugiu de mim, mas
o mais curioso é que eu deixei; em metáfora vi-me desentrelaçar nossos dedos.
Vi-me na solidão, ou talvez numa espera e em um feliz esquecimento da breve
ébria vida que vi, que vivi, que deixei passar. E do sorriso que da tua
ausência fez-se presente deixei-me roubar por uma estranha, que das palavras
escritas fez verdade em vida concreta vivida e que da minha história entendeu
que palavras não são só palavras, mas o querer, o viver, o amar, o ser feliz. E
naquela mudança de segundo ao outro segundo parece que acordei da minha memória
e deixei que a história começasse a se escrever.
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