Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Constante



E esse paradoxo constante? Que dia-a-dia tende a aumentar, sobrepondo-se a tudo que diz, tudo que faz ou pensa, mas se tornando unicamente o que em total inconsciência deseja desesperadamente.
É uma profusão tão sublime e ao mesmo tempo uma consternação. Algo sobre o que não fala, mas que guarda nas entrelinhas de suas palavras.
Se houvesse nesse mundo a liberdade de poder dizer o que tanto a atormenta, sem que tivesse que pesar as conseqüências...talvez o mundo seria perfeito ou definitivamente a perdição.
Então a razão, sem que ela realmente escolha, permite que ela pense e reflita. Talvez verdadeiramente seja egoísmo. Sim, provavelmente o é. Mas é esse mesmo egoísmo que a deixa viver e acreditar em seus ideais que diz irrefutáveis. Acredita na veracidade do amor e certamente exalta sua existência, ainda que saiba que sua existência é pura e inteiramente retórica. Simples e demasiado complexa. Contradição.
Tentaram roubar suas crenças, aviltar a sublime perfeição enquanto padecia em próprio ego. Conseguiram? Não sabe. Talvez. Uma pequena parte, quem sabe. A crença já não é a mesma, ela certamente já não acredita em contos de fada. Mas ela ainda sonha. E ao passo que deveria crescer e enxergar com a eloqüência de um adulto, ela somente vive um mundo abstrato, onde tudo é vivo e aparentemente real, onde ela acredita na felicidade.
Ela cresce e cresce e cada dia impõe razão àquela mente pura e ainda sã. E ela já não mais simplesmente sonha. Agora ela questiona. Ela não exatamente vive, mas pergunta o porquê de sua existência enquanto percebe que é inexistente ao que previamente enaltecia.
Será, então, que essa garotinha sonha? Será que ela ama? Ela já viveu o suficiente pra descobrir o que verdadeiramente seria amor? Será ela nada mais que contradição?
A cada dia roubam uma parte de seu coração. Roubam-lhe a vida, o afável amor.
Ela acha que a vida jamais corromperá sua essência, mas não sabe que ela será a própria atriz e direção de todos os seus atos. Ela é escolha, é o que deseja ser, é verdade e inverdade, é amor ou nada. Ela é sua própria perdição.
Uma escolha errada e a vida lhe foi presente. Uma escolha certa e então a vida lhe foi ausente. Idealizou em demasia suas escolhas. E já era muito tarde quando a garotinha descobriu que não deveria jamais ter crescido. Que deveria ter se perdido no mundo de fantasias e abstração, de quimera e talvez felicidade. Talvez, hoje, ela não sonhasse todas a noites com a intocável perfeição de um amor que residiu em seu peito. E que sim, certamente fora verdadeiro.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ideais livres


Quando a mais bela inspiração aparece,
some o papel...
surgindo tal cobiçada folha e trazendo consigo um infinito de possibilidades
quem somem são as ideias...
Chego até a acreditar que certos ideiais temem serem escritos,
timidos, em relação à alguém que vá a lê-los, julga-los...
têm medo até de que eu mesma os leia...
esses delirios imaginativos e loucas teorias
de uma mente, que ao contrário o meu eu,
pode se dar ao luxo de ser anárquica...
sem confrontar as regras e imposições que a razão e a realidade impõem
confrontando esses temores passo a crer que, exatamente pela beleza e ingenuidade
de meu mundo ideal, seja melhor que elas não virem palavras, concretas, reais, banais....
questionáveis, sendo uma verdade irrefutável do meu eu...
por mais que as admiráveis palavras não saibam mais escrevê-las pela razão,
sei que o sentimento contido nessas ideias está no modo como ajo, respiro... vivo
No mais profundo e perfeito lugar de minha essência revolucionária





segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Insídia



Dessa vez eu fora contrária aos meus próprios princípios. Jurei total fidelidade ao amor, ainda que este permanecesse em minha insigne abstração.
Procuro as razões. Pergunto-me se o que dissera foi mentira. Mas eu jamais me voltaria contra tal e sublime amor.
Apego-me, então, à questão afável. Explico essa infidelidade como subterfúgio a um amor maior do que um dia imaginei sentir.
Conheci quem me fez pensar como há tempos não pensava. Avistando aqueles olhos e aquele sorriso, subitamente apresentados aos meus versos, percebi que eu não exatamente morrera aos sonhos que antes contemplavam meus pensamentos. Por um simples momento não questionei a veracidade do que então chamava de amor. Apenas esperança. Esperança de ludibriar antigas lágrimas para que estas não mais se concretizassem.
Uma exaltação temporária e uma reverência à crenças padronizadas por verossimilhança do que simplesmente seria “ser”. Mas não importa. Toda essa momentânea alegria fora simplesmente a inconsciência regendo e certamente enganando minha razão. Como agradeço por ter sido enganada por mim mesma. Seria eterna a satisfação em saber que fui e ainda sou errada em não crer na tão sonhada felicidade.
Simplesmente não existe. Seria tão simples explicar o porquê de a felicidade ser a maior invenção do homem para persuadir a si mesmo, que não me darei o trabalho de tentar lhes convencer sobre algo demasiado óbvio. Mas alguns argumentos, digo ao certo, devem ser levados em consideração quando uno as variações mais desejadas pelo homem: o amor e a felicidade.
A felicidade seria um estado, um complemento ao sentido de ser. A busca mais incessante do homem, que acredita que se encontrasse a permeável felicidade, nada mais precisaria desejar, já que esta englobaria todo e qualquer sentimento utópico do que seria plenamente viver. Mas então encontramos a impossibilidade do que significaria “ser feliz”. Referente ao amor, senão igual, talvez ainda maior seja a busca do homem por esta síncope, que não temporariamente, mas quiçá por toda a eternidade roube a nossa consciência.
Sendo assim, aproximando-nos do amor, estaríamos próximos também da felicidade. Talvez deva explicar o porquê de o amor ser um “degrau” para a contemplação do “ser feliz”. Dizem que a alma é a possibilidade de o ser humano enxergar o concreto, de personificar o que existiria apenas em pensamentos; a alma é, portanto, aquilo que move o ser humano, o que o permite classificar o mundo em toda sua diversidade de idéias.
O amor envolve o ser humano em toda a sua consciência ou inconsciência. Ele é, então, inerente ao homem. Somos movidos por todas as vertentes do amor, por toda a sua glória e sabedoria, em contraposição a toda a sua ignorância e submissão. Então, o amor é alma e portanto indiscutivelmente vivo e real.
E se existe amor, por que não felicidade? Talvez tenha me enganado ao dizer que ao nos aproximarmos do amor, nos aproximaríamos, também, da quimera e felicidade. Na verdade, quanto maiores conhecedores nos tornamos do amor, mais evidente é a inexistência da felicidade.
Mais uma vez gostaria de me iludir quanto à veracidade de minhas palavras. Porém, a cada segundo mais irrefutável se torna minha tese.
Se descobri que amor é alma, então estou fadado a ser infeliz. Amarei eternamente e eternamente as lágrimas acompanharão o meu caminho.
Quando digo que amo, dou-o minha alma, portanto a vida àquela pessoa que adorna meus sentimentos e coração. Amar ao outro é abster-se da realidade que permeia os próprios versos, é contrariar seus mais íntimos princípios e dizer que contra tudo ficaria se essa fosse a condição daquela pessoa que se ama encontrar a felicidade.
Então a vida seria a união do concreto com toda a inverossímil abstração: a alma, portanto amor. E quando amamos outra pessoa, esse amor que contemplava é liberto, e sua própria alma, sua própria vida, não mais pertence a ti. Tudo agora pertence a quem permitiu, embora inconscientemente que você amasse.
A vida não mais me completa, não mais existo. Todo o amor que tinha foi guiado a quem amamos. E essa pessoa não foi capaz de enxergar que todo o nosso amor a ela foi entregue e subitamente ele desaparece pela imensurável realidade. Mas os resquícios e a memória do amor que nos foi presente é eterna, então a sensação de sua existência é indestrutível.
Estamos presos em morte nesta realidade visível. Temos o corpo, ainda encontro a mente. Mas a vida que estivera presente em mim torna-se uma realidade remota.
Digo que se amo, minha alma já não mais pertence a mim. Então seria hipocrisia dizer que acredito que um dia, quiçá, encontrarei essa tal felicidade.

sábado, 19 de setembro de 2009

Liberdade


A liberdade é tão dificil de ser definida com palavras, tem no seu contexo várias vertentes; que também não consegue em si o real siginificado da palavra. Me admira achar que a liberdade é somente fazer o que quiser, não dever satifação a ninguem. Se fosse tão simples assim, porque tantas pessoas buscam a liberdade ?!

Liberdade não é SÓ isso. Vivemos em uma sociedade tão cheia ainda de falsos moralismos que a liberdade é algo raro. Segimos tudo o que nós é dito, não escolhemos o que iremos fazer no dia de amanhã. Ficamos nos preparando para o futuro, sentados em uma cadeira por 11 horas discutindo os problemas da África, aprendendo fórmulas de quimica e tentando resolver exercios de matematica mas para que ? Para entramos em uma boa faculdade e também ficar 11 horas em uma cadeira.É isso liberdade ?! Somos tão novos e já estamos presos em uma sociedade podre que nos impõe o que fazer.

Não quero esse tipo de "liberdade"pra mim.Não quero essa vida pra mim. Perdemos o presente pensando no futuro.Ser livre é igual um pássaro em um zoologico. Tem um bom espaço mas nunca pode sair daquela grade.Quero me livrar dessa sociedade doente.

Quero descobrir a minha verdadeira essência. O que eu realmente sou. Vou criar uma batalha culminante para matar o meu falso ser interior.. e concluir numa verdadeira revolução espirtual!!Mas essa é uma batalha sozinha. Você fará a sua ?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cores


Dizem que para cada humor existe uma cor. Se isso for verdade eu diria que a minha cor era cinza. Mas o que seria o cinza? O cinza é uma incerteza, uma dúvida, um quase.
Dizem também que é a incerteza do quase que nos mata. Então, será que o cinza que deixava esse vazio dentro de mim? O “eu quase fui feliz” ou o “quase fui amada”?
Mas um dia tudo muda, um dia as cores , um dia as cores aparecem. Eu ainda me lembro do dia que as cores apareceram em minha vida. Foram seus olhos, tudo começou lá. E essa foi a primeira cor que eu vi: o verde, a alegria do despertar. E assim que começamos a ver uma cor, todas as outras também querem aparecer e lutam para conquistar o lugar mais importante entre as cores, o de “favorita”. Não, apesar de pioneiro não foi o verde que conquistou o lugar de favorito; foi a cor que veio logo depois dela, a cor que nasceu por causa do verde: o vermelho, o desejo de ter cada vez mais e mais do verde.
“A vida tem seus altos e baixos” é também o que dizem (e depois desse texto eu estou começando a acreditar que a maioria das coisas que dizem é verdade), então se as corem vêm, elas também podem ir, e um dia o verde se foi, e com ele a maioria das outras cores. Porém, uma cor, insistente, quis continuar ao meu lado: o vermelho. E não podemos esquecer o significado do vermelho (o desejo de ter o verde ao lado), um desejo impossível de se conseguir, já que o verde não existia mais. E então o vermelho se tornou um fardo.
Entretanto, para minha felicidade, nenhuma cor consegue ficar solitária por muito tempo. Não! Que equivoco o meu, apenas uma das cores gosta da solidão, mas não é o vermelho. Ele se sentiu só e aos poucos também se foi, como todas as outras.
Mas não, não fiquei cega. A cor que adora a solidão, aquela que tinha sido espantada por todas as outras voltou.
Dizem que para cada humor existe uma cor. Se isso for verdade eu diria que a minha cor é cinza. A mistura do tudo com o nada, o ser e o não ser, a incerteza, a dúvida, o quase. O “quase fui feliz” e o “quase fui amada”.

domingo, 6 de setembro de 2009

Acaso



O teu silêncio mata cada vestígio de felicidade que ao acaso pude encontrar. A ausência da tua voz rouba também as minhas palavras e tudo que profiro é o análogo silêncio de teus olhos.
Ah, teus olhos. O motivo de minha existência. Perderia-me na eternidade de teus olhos para que entendesses o quanto te amo.
Talvez o acaso traga-me a inverossímil escuridão: tua completa ausência. Um outro alguém, um dia, encontrará em teu sorriso a própria verdade e te roubará de minhas idealizações, de meus delírios. Cobrirá o céu com a vasta escuridão, roubando a lua, a única luz que um dia iluminou os meus versos.
Suplico que assim não partas, que não exaltasses minha eloquente tristeza. Que não faças de meu amor a exatidão de minha própria morte.
Sinto, em demasia, saudades dos beijos teus que nunca tive, dos abraços que nunca encontrei e das palavras que permaneceram vivas na abstração.
Tua pele, demasiado cálida, queima todos os pensamentos que adornam a veracidade das minhas palavras. Então minto. Verdadeiramente omito que ao admirar cada nuança de teu sorriso, sou capaz de encontrar a felicidade.
Conheço cada sorriso que colhes em tua face. O porquê de teu silêncio e todas as vontades que abrigas em ti.
Posso lhe assegurar, e suplico que acredites: tudo que busco nesse mundo é a essência de tua felicidade. Conheço-te em verdade, mas ainda me perco em meio a tua vaidade e sinceramente te digo que se compreendesse o que daria vida aos teus versos, viveria a eternidade lutando por um único ideal: fazer-te feliz.
É certo que jamais seria parte de sua felicidade e que jamais encontraria a liberdade de tocar os teus lábios, encontrar os teus beijos e te dizer o quanto amo. E talvez, embora planejasse esta eternidade, não me confrontaria com ela jamais, já que meus versos não sobreviveriam ao completo silêncio de teus olhos.
E nesse mundo tão concreto, escondo-me em idealizações, em verdades oportunas à quimera.
Escondo-me em gestos, em palavras e infelizmente em razão.
Posso te jurar que me libertaria de tudo que me prende a este mundo para que apenas uma vez, simplesmente uma...eu pudesse encontrar os teus lábios,sentir o teu toque, descrever tua irrevogável perfeição e unicamente dizer o quanto te amo. E então, suportaria toda a eternidade, em memória ao silêncio de minha imutável ilusão.