Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ilícito



Desculpe-me por te culpar por todas as lágrimas que fogem de minha essência. Desculpe-me por diversas vezes fugir da idealização que entrego a ti. Desculpe-me por meus versos mudos, por minhas coloquiais palavras, pela fuga da verdade que encontro em ti.
Não imaginas como tuas palavras invadem essa sóbria alma que busca os teus olhos. Não crês em meus devaneios e ilusões perdidas em ânsias abstratas.
Se o empirismo fosse a certeza do subjetivo amor, jamais encontraria a certeza de te amar, de crer que vivo. Se vivo é porque esse sentimento move cada parte de mim e em desilusões encontro toda a minha negação, a pura racionalidade.
Peço-te que me prive dessa veracidade, que me deixe sonhar, fantasiar, imaginar a existência da felicidade. Deixe-me viver com ideais irrefutáveis, deixe que eu te olhe sem que chore em minha vaidade.
E o constante dilema prevalece a qualquer mínima certeza. Deveria me unir a seus delírios, perseguir os teus anseios, para que tua ausência não aclame por minha lírica subjetividade? Deveria eu me distanciar da musicalidade que rege a minha poesia, e pela eternidade deixar que meus próprios versos sejam a conotação de meu silêncio?
E sob a fronteira de saber o que é amor, não sou Pandora em toda a sua abstração ou qualquer humano que preza sua razão. Sou contradição, sou incertezas, quimera, subterfúgio de minhas próprias palavras. Sonho inebriante, insigne, solidão incontestável. Em lirismo sou a prosa, em razão a poesia e não nego que enquanto estou estática em meus versos, me cercas de uma única certeza. Continuarei presa, por toda a eternidade aos teus olhos, única noite na qual encontro a única vida que desejo.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Um dia para o resto de nossas vidas

Este era seu passeio preferido... andar pelas ruas perto de casa, sem ter exatamente para onde ir. Ela nunca havia considerado o “perigo” de encontrar algum conhecido durante suas jornadas semanais, afinal ela nunca encontrava ninguém a não ser que tivesse marcado hora, data e local. Portanto ela não via problema em falar seus pensamentos. Naquele dia eles estavam no passado, em uma lembrança não tão doce.
- Se um dia eu te visse outra vez, eu falaria tudo o que não tive oportunidade de dizer.
- Se você visse quem outra vez?
Ela ouviu mas não acreditou, pois conhecia aquela voz. Ela se virou e o encarou nos olhos, aqueles olhos que ela tanto gostara. Seu coração bateu mais rápido, suas pernas começaram a tremer e suas mãos a suar, como acontecia no passado.
- Se eu visse você – as palavras saíram de sua boca, como se ela não tivesse controle sobre elas.
- Você acreditaria que também tem coisas que eu quero dizer para você?
Ela apenas balançou a cabeça. Era como se ambos soubessem da existência de um abismo que os separava, mas queriam derrubá-lo. Andaram um pouco, procurando um lugar mais confortável para conversar. Foi um passeio mudo, mas não desconfortável, eles se sentaram em um banco e se olharam nos olhos novamente. Ele sentiu que ela podia ler sua alma quando o olhava daquele jeito e por isso desviou seus olhos.
- Como foi que terminamos, eim? – ele perguntou
- Nós não. Você terminou. Disse que não teria muito tempo para mim, e que eu não merecia isso. Mas sabe o que eu nunca falei? Eu não ligava para isso, eu só queria ter momentos do seu lado, nem que esses momentos fossem raros. Eu errei ao dizer que se você fosse embora eu não ia mais querer te ver. Foi uma tentativa (frustrada, devo dizer) de tentar forçar você a ficar – ao confessar isso, seus olhos se encheram de lágrimas.
Ele percebeu e colocou sua mão no rosto da garota, o que fez com que as lágrimas caíssem dos olhos dela. Ele as enxugou com seus dedos.
- Eu também tentei te fazer voltar. Eu sabia que se desse em cima da Emília você ficaria sabendo. Pensei que você ficaria com ciúme e que isso te faria voltar.
- É, não funcionou totalmente. De fato eu fiquei sabendo e fiquei com ciúme, mas tive vontade de te matar, de te esquecer logo. Mas não consegui... você ficou tão vivo em mim que outros me faziam lembrar de você.
- Eu fiquei sabendo que você saiu com outro cara. Eu morri de ciúme – esse comentário fez com que ela risse.
- Eu sei – ele se espantou – Eu tenho minhas fontes – ela disse, piscando – E foi isso que me fez desistir dele. A incerteza se você gostava de mim e a certeza de que eu gostava.
Eles ficaram conversando e confessando o que sentiram quando ficaram sabendo de fatos na vida um do outro, até que chegaram nos “dias atuais”.
- E você reparou que a última vez que nos vimos nós ainda estávamos juntos? – ele perguntou?
- É verdade...
- É estranho sentir isso por você e não te abraçar, te beijar. Toda vez que eu sentia isso eu te tinha...
- Você está dizendo que ainda gosta de mim?
- Não... Eu estou dizendo que eu ainda te amo.
Dizendo isso ele se aproximou para beijá-la, inseguro, pensando que levaria um tapa na cara. Mas mesmo com esse receio, era impossível não ser atraído para os lábios dela, era como se a vida não fizesse sentido se ele não seguisse esse instinto.
Os lábios se encontraram, ela teve a sensação que seu coração poderia ser ouvido a quilômetros de distância dali. Eles estavam tão nervosos que parecia que aquele era seu primeiro beijo.
- Você quer namorar comigo? – ele perguntou quando conseguiram se olhar nos olhos.
Ela o encarou, pensando no tanto que ele já tinha feito com que ela sofresse. Mas olhando nos olhos dele, ela se lembrou de um dia em que também estava admirando aqueles olhos; um dia quando ela tinha certeza que os dois seriam felizes juntos durante muito tempo. Pensando nisso, ela considerou que a dor que ela poderia sentir não seria maior que o amor que ela sentia por ele.
- Sim.

“Eu tenho certeza que hoje, nossos destinos não se encontraram por acaso. O hoje mudou o nosso futuro, e eu não me arrependo por ter dito sim. Pois hoje é o começo de um outro capítulo: o resto de nossas vidas”

sábado, 22 de agosto de 2009

Ilusão



Encontrei em ti meus momentos de maior felicidade
Crendo em meus versos que realmente o são
E cada pensamento em ti é uma vez mais contradizer minha razão
Perdido em delírios eloquentes, em tua vaidade

Diria jamais que não és a minha verdade
És minha ilusão do concreto, total abstração
Sonho, palavra, desejo, és minha idealização
Da sublime fantasia que adorna a realidade

Imagino, então, que és meu único caminho
Muito mais que devaneios, irresponsável amor
E em teus olhos encontro-me sozinho

Assemelho-me a não mais do que um sonhador
Quero oferecer a ti todo meu carinho
E fugir, fingir, crer em toda a fantasia não ser mais um mero ator.

sábado, 15 de agosto de 2009

Confissão



Sim, descobri o caminho de uma existente felicidade
Que há pouco imaginava eu, não sei mais do que mera vaidade
Mas os delírios consomem cada passo meu em tua direção
Fazendo-me crer que deveria muito mais acreditar em minha razão

Em uma palavra tua que ouço, mil planos eu invento
E silenciosamente grito ao mundo, suplicando menos sofrimento
É certo que me deixas sozinha, vivendo por uma única lembrança
Eu almejando que em meus sonhos, encontre alguma esperança

Meus olhos estão vazios, embora eternamente sóbrios por ti
E o que desejo a cada palavra, é que não penses que em um único verso menti
Se o silêncio me adorna, não é porque quero ou porque busco o impreciso
Mas porque não imagino minha vida ou minhas lembranças sem o seu sorriso

Muito mais do que estar a teu lado, quero dizer-lhe toda a minha verdade
Encontrar teus olhos, teus toques, teus gestos e por fim a liberdade
Tocar-lhe a face e beijar-te em infinitas promessas, encontrar-te em mim
E no fim de todos os meus versos, dizer que encontrei a felicidade, enfim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Sozinha


Seus olhos me traziam luz
Seu abraço me aquecia
Sua presença era como o sol
Você era minha alegria

Mas acontece que você se foi
E me deixou sozinha
Meu sol se apagou
Hoje, a chuva é a minha companhia

Eu não posso impedir a chuva de cair
Não sem sua ajuda
Por isso eu grito sem desistir

Volte meu sol, para que seus raios possam me aquecer
Volte, eu sou forçada a dizer
Pois simplesmente não existo sem você.

domingo, 9 de agosto de 2009

Utopia



Enquanto andava por meus próprios versos, notei um “simplório detalhe”.
Notei primeiramente que lutava contra meus próprios pensamentos, demasiado eloqüentes para uma mente dita sã. Mas talvez essa mente não fosse assim tão sã, apenas um fenótipo de sanidade.
Percebi que cada palavra, como despropósito de todas as idéias que sempre foram guardadas, desfazia-se em versos incompletos, perdidos em idealizações.
As palavras que dizia, assim como os pensamentos, já não faziam sentido algum. E quanto menos sentido, mais razão eu encontrava para continuar.
A partir de uma poesia, provinda de um momento, instante eterno e indescritível, que por sua vez derivou de um instinto que digo uma vez mais: não surgiu do nada.
De um minuto para outro, muitas coisas mudaram. Certamente não foi assim tão repentino, mas só percebemos algumas verdades quando procuramos não enxergá-las.
Tudo era perfeito e de certa forma fazia sentido conforme a típica vida de uma típica civilização, utópica certamente.
Não poderia desejar mais nada. Até aquele momento eu fora “abençoada” nessa utopia.
Mas como a própria palavra diz, utopia é um ideal, uma fantasia, a perfeição tida como concreta. E todos sonham, sonharam ou ainda vão com a promessa da irrealizável perfeição, do conto de fadas.
Então, em segundo lugar, percebi que não queria um conto de fadas. Observei por entre as entrelinhas dessas histórias tão perfeitas, caricaturadas para iludir quanto à felicidade, que o final é demasiado vago para acreditarmos que a ficção tornar-se-ia concreta.
Rompi, então, com a dita utopia. Mas não por completo.
Voltando àquela poesia, que guardo a sete chaves, descrevi as magnificências da idealização. Até aí, percebo que sigo os caminhos da fantasia.
Os poemas tornaram-se constantes conforme meus pensamentos se alinhavam. Focava toda a minha atenção a um único objetivo: encontrar as palavras perfeitas que descrevessem tudo que sentia.
Tentei milhares de vezes, e muitas delas imaginei que talvez estivesse na direção certa. Mas agora, enquanto escrevo, percebo que se não existe perfeição, também não existem as palavras que incessantemente busco para descrever o que imagino que seja o amor, por exemplo. Mas nada do que sentimos será satisfatoriamente posto no papel ou mesmo dito em voz alta. Quanto mais forte parece ser o que sentimos, mais prosaicas se tornam as palavras. Posso descrever tudo o que sinto, mas ninguém, jamais, a não ser eu mesma, entenderia os significados daquelas palavras.
Finalmente, digo que não busco exatidão. Já fui o que não queria, mas gostaria de ter preservado um pouco do que fui; ás vezes fico nervosa porque não me entendo, mas normalmente essa confusão concebe poesias.
Mas o verdadeiro problema é quem vou me tornar. Serei eu, um dia, adepta à utopia que rege a multidão? Ou serei parte de minha própria utopia?
Em minha própria utopia, não viveria tal ficção e então viveria “feliz para sempre”. Seria, na verdade, diferente de como esperam, com quem não esperam.
Talvez eu encontre um pouco de conforto nos contos de fada, para alimentar meus sonhos e fantasias. Mas o sofrimento é eterno e as vozes nunca se calam. A razão faz questão de protestar conta minhas idealizações e de repreender meus devaneios.
Minha utopia é verdadeiramente utópica. Impossível. Mantenho-a em meus sonhos, em minhas palavras, em meus gestos, no sangue que pulsa em minhas veias, em minhas lágrimas, em meu sorriso, em meus toques, em meu completo e total pensamento, e em minhas poesias. Mas ainda assim é imperceptível, pois não entendemos a complexidade e o sentimento resguardados em palavras que não são ditas por nós mesmos.
Poderia dizer milhares de palavras, descompromissadas ou eloquentes, mas nenhumas delas iria romper com sofrimento algum. Acredito, portanto, que diferente do que me diz a razão, que talvez o silêncio expresse muito melhor nosso desígnio.
Assim tento, entre milhares de vozes, manter o silêncio frente à obsessão por minha própria e momentânea utopia; encontrar, quiçá, um final feliz. E que o final feliz não seja propriamente o fim, mas o começo da minha utópica felicidade, na qual descreveria o amor, não por palavras, mas simplesmente por estar ao lado de quem me trouxe tantas confusões e planos, demasiado sonhos e em meus pensamentos profusão e contradição tão inexata de sentimentos. O "início-fim" perfeito, com um término inexato, infindável, enfim.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Si tu savais


Si tu savais
Comme j'ai envie d'être avec toi
Et avec toi et avec toi,
Même si la vie est lasse parfois.
Si tu savais
Le bien que tu me fais
Tu ne me quitterais jamais,
Je serais, moi, l'ange de ton coeur,
Je serais, moi, la couronne de ton amour,
Juste pour te rendre hereux.

Letícia Thompson


tradução:
Se você soubesse
Como eu tenho vontade de estar com você
E com você e com você,
Mesmo se a vida é entediante algumas vezes.
Se você soubesse
O bem que você me faz
Você não me deixaria nunca,
Eu seria, eu, o anjo do seu coração,
Eu seria, eu, a coroa de flores do seu amor,
Só pra te deixar feliz.