
sábado, 25 de setembro de 2010
XIII

domingo, 12 de setembro de 2010
O que o tempo me roubou

(por que essa sociedade está vazia demais...)
Não gosto de estar assim vazia, ou melhor dizendo “preenchida” por coisas ilusórias, ou irreais, presa em minha introverção, no meu pensamento acelerado que se contradiz demais, como alguém que premedita tudo e nunca faz… que pensa demais nas reações alheias.
Observo muito, e nas diversas luzes em que algo pode ser visto, mas ao invés de olhar para o lado belo do que eu insisto em olhar pelo lado pessimista, tentar achar algum defeito onde existem muitas coisas boas, destruindo qualquer futuro, pensando somente num futuro imaginado egoísta.
E diante dessas minhas atitudes não pude deixar de me questionar do porque disso e tenho boas teorias sobre isso, e tenho uma como a mais sintética e verdadeira, eu simplesmente tenho medo de sentir, tanto coisas ruins demais quanto boas demais. É parece mesmo algo ridículo, poderia estar pensando você, pois é então, porque realmente o é.
Percebo que me foquei desde muito, muito tempo, em crescer intelectualmente, e o fiz, porque era mais fácil, pra mim foi realmente fácil, pelo meu medo de perder as minhas bases, e de ser menos racional. Tive que me encarar agora e me sacudir, amadurecer novamente, de uma nova maneira, da maneira que deveria ter sido, paralelamente a que foi. Pelo meu medo de perder as minhas bases, e de ser menos racional.
E ver que se tem tanta coisa aqui, tanto amor pela vida, pelo mundo e pelas pessoas, ele não deveria ser velado, apático, pensado, deveria ser sentido dito, demonstrado. Mas não sei se ainda, não sei se posso, se não vou estragar tudo achar defeitos em coisas que nem estão ali.
Vou começar pelo que já amo, pelo que já prezo, por aqueles que tenho como meus maiores valores, não sei se sabem o quanto os admiro, provavelmente não, alguns pelo coragem de serem tão diferentes, outros pela coragem de amar sem pestanejar, outros por serem tão incrivelmente engraçados, alguns por tudo isso, outros por sei lá o que.
Já até estou vendo um futuro mais real, mais possível, já me admiro mais por estar tentando. Acho que conseguirei.