
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Viver a vida, por que não?

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Sentimentos...

Sentimentos são sintomas de que estamos vivos, de que não somos apenas matéria viva respirando, eles podem nos dar medo, mas também causar as maiores alegrias humanamente imagináveis...
Aprendi à pouco tempo a deixa-los fazer parte de minha vida e esquecer um pouquinho dos medos que eles podem causar na gente , por causa de nossas especulações irracionais, “do e se...”, do nervosismo e até por que alguns têm medo de amar.
Senti-los é como respirar; podemos até segurar a respiração, mas essa é uma ação involuntária, podemos tentar fazê-la parar, mas em algum momento ela ressurge, nos aliviando, trazendo vida, confortando nossa vã existência..
Parti da aceitação de que eu não posso viver sem assumir o que está em meu coração, daquilo que pulsa em minhas veias, por mais que eu queira, não posso dizer que eu nunca me apaixonei; posso ter guardado isso à sete chaves, por várias vezes, fingindo que não era comigo... mas na verdade não sou aquela garota com o coração de ferro, que pensa que não se apaixonar a faz “forte”, que não dizer “eu te amo”, nem para seus amigos mais confiáveis aqueles na qual sua vida não faz sentido sem tê-los
Ser realmente forte, é ter a coragem para abrir seu coração e aceitar as conseqüências disso, elas podem ser ruins ou maravilhosas, isso só depende dessa abertura para acontecer, depende de deixar de lado o “e se..” e partir para a vida, de sairmos dos nossos mundos das idéias para o mundo real, cheio de novas possibilidades, e probabilidades reais.
Percebo hoje, que a única maneira de sermos felizes, é viver o dia de hoje, é parar de temermos as coisas ruins, sem nos preocuparmos com o “não” que podemos receber, pois ele pode ser um “sim”, é corremos atrás da felicidade com todas as nossas forças... e por quê não? Em realidade não temos nada a perder, pois viemos a esse mundo sem nada, só temos a ganhar, pois as únicas coisas que levamos daqui são exatamente... sentimentos e lembranças.segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Você
Eu procuro por algo dentro de mim
Algo que possa dizer que plenamente seja bom
E toda vez que eu fecho os olhos
Tudo o que enxergo são os nossos momentos juntos
Todas as palavras que foram ditas
Ou mesmo aquelas subentendidas no perfeito silêncio
Uma vez mais tento, mas ainda assim
Tudo o que enxergo são os seus olhos
Busco outros pensamentos
Outras tantas coisas que vivi, mas no fim
Quando adormeço, ou quando abro os meus olhos
Esqueço-me de tudo, mas não do seu sorriso
A realidade não condiz com os meus sonhos
Na realidade não fomos feitos um pro outro
Mas em sonho me entrego a ti, seja por um simples sorriso seu
Ou por todas as vezes em que soube me fazer sorrir
Vamos agora esquecer tudo o que vivemos
Fazer das lembranças meras lembranças
Vamos ambos seguir o próprio caminho
Tornemos-nos estranhos, desconhecidos
Esqueça as minhas palavras, assim poderei esquecer as suas
Esqueça nossos abraços e, por favor
Não mais se lembre da nossa música
Talvez assim eu a esqueça também
Esqueça todos os momentos em que nossas mãos se tocaram
E dançamos ao som da música, como se nada mais existisse
Senão eu, você, nossos sonhos
E a simples melodia, talvez felicidade
Não existe mais o nós, talvez nunca tenha existido
Ou talvez sim, mas apenas em nossa utopia
Em nossos sonhos, no encontro de nossos olhares
Nas palavras não ditas, nos sorrisos roubados
Se houvesse algum modo de te esquecer...
Como se jamais o tivesse encontrado...
Talvez me entregasse à tentação de não mais enxergar seus olhos
Talvez deixasse de amar o seu sorriso
Digo que talvez me entregasse ao esquecer-te
Porque sei que não existe modo de o fazer
Não sei se conseguiria não mais me lembrar de você
Pois quem sabe seja pra sempre o meu único talvez amor
Sei que de agora em diante não mais existirão palavras entre nós
Não mais compartilharemos sonhos, não mais verei seu sorriso
Nunca mais verá os meus olhos, assim como sei
Que também não mais poderei contemplar os seus
Vou me apegar à utopia pela qual até agora vivi
Esquecerei a realidade, as lágrimas
Esquecerei o impossível
Em minhas lembranças e memória você existirá pra sempre
E pra sempre será lembrado como em minhas idealizações
E agora entrego-me ao mais árduo silêncio, ausência de suas palavras
Finalmente digo Adeus e que este seja eterno, como o amor que ainda vive em mim.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Uma novidade sobre a Terra

Meu nome é Estela, eu sou uma estrela e já viajei por muito desse imenso universo, já vi vários planetas e suas maravilhas. Quando eu gosto muito de um, eu sempre passo por ele mais de uma vez, para ver se alguma coisa mudou ou não.
Se eu fosse morar em um planeta, com certeza eu escolheria o que eu mais gosto, que é a Terra, pois toda vez que eu passo por ela, eu vejo aquela esfera de um azul luminoso envolta num turbilhão de nuvens e isso me fascina.
Sorte tem o Senhor Sol, que pode ficar olhando para este planeta maravilhoso pela eternidade.
Da última vez que eu estive lá, eu cheguei bem perto e pude ver que existem seres que eles chamam de flores e existem de vários tipos e cores! São seres que eu nunca havia visto antes e ainda nunca vi em outro planeta. Não que não existam seres vivos em outros planetas, mas, definitivamente, os mais lindos e extraordinários estão na Terra.
É por isso que eu decidi visitar esse planeta de novo, para poder desfrutar mais uma vez aquela beleza que eu não encontro em lugar nenhum.
Finalmente eu cheguei à Via Láctea e entrei no Sistema Solar, mas assim que olhei para o Senhor Sol percebi que havia algo de errado. Por isso, resolvi dar uma palavrinha com ele antes de ir até a Terra.
- Olhá Senhor Sol! Tudo bem por aqui?
- Estela! Quanto tempo... faz, o quê?, uns 600 anos! Não está tudo muito bem, não. Sabe aquele planeta que você tanto gosta? Ele vem me decepcionando tanto durante esse tempo que você não nos visita.
- Mas o que aconteceu, Senhor Sol?
- Você se lembra dos homens, não se lembra? O poder subiu à cabeça deles. Eles estão quase explodindo o planeta. Poluição do ar é um do problemas mais graves: os homens estão acabando com a camada de ozônio, e se ela sumir mesmo, temo te dizer que os meus raios vão acabar com o seu planeta querido. E eu não posso fazer nada além de ficar assistindo a essa destruição.
Eu não pude acreditar no que ele havia dito. Simplesmente não era possível. Então eu saí correndo, sem ao menos responder, para confirmar que ele havia se enganado.
Mas quando eu cheguei perto o bastante, pude constatar com meus próprios olhos que o Senhor Sol não estava mentindo, e que havia muito mais coisas além do que ele disse. Os homens estavam poluindo as águas, além do ar. Não pude deixar de sentir raiva desses seres por terem acabado com o meu planeta. Porém, a raiva de todos os homens foi embora assim que eu vi o continente que eles chamam de África.
Foi quando eu descobri que o maior pecado de alguns deles não era poluir o lugar onde moravam, mas sim discriminarem seus semelhantes.
Eu dei a volta ao mundo, e nessa volta vi várias terras vermelhas porque se sujaram com o sangue de inocentes, vi o lixo nos mares, fumaças pretas saindo de chaminés de indústrias, flores murchas, pois não aguentavam mais, vi a fome, vi a opressão. Mas vi, também, o sorriso de alguns que se orgulhavam de ver tudo isso que eu vi. E então eu passei a odiá-los.
- Senhor Sol, - disse eu quando me cansei de olhar para o que a Terra havia se tornado - você acha que esse planeta tem solução?
- Talvez sim... talvez não... Quem sabe?
- É... eu acho que ninguém. Os únicos que têm poder para parar o que está acontecendo são os humanos, e pelo que eu vi, falta vontade em alguns. - respondi eu tristemente - Mas, eu vou indo - acrescentei com um sorriso no rosto - vou visitar Galena. O senhor já ouviu falar das belezas desse planeta?
E assim, eu fui embora, para continuar a minha eterna viagem pelo universo. Afinal, o que mais eu poderia fazer?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Não somos apenas um a mais ! (com spoiler)
Somos parte da massa? Sim!
Somos parte de um sistema que nos manipula? Com certeza.
Fazemos de conta que não vemos isso?? Todos os dias.
Terça-feira passada... assisti um filme que mexeu comigo... chamava V de vingança, um cara mascarado que tenta derrubar um Hittler do futuro podemos dizer assim.
O filme faz varias citações sobre os atentados do 11 de Setembro, como por exemplo o governo do EUA "facilitou" o ataque às torres para que tivessem um motivo para invadir o Afganistão..
Como o governo manipula a população pelo medo... e etc!! Eu sinceramente acreditava que o Obama iria salvar o mundo!! hauhauahu Sei lá, sou apaixonada pela história do Martin Luther King, achei que ele iria seguir os mesmos passos... que teria os mesmos sonhos!! mas uma vez estava errada. Meu pai acreditou no Collor, eu acreditava no Lula... mas não vou ficar escrevendo sobre politica... tudo isso é para exemplificar como somos idiotas perante um governo tão falho!
Sexta-feira a uma amiga me liga falando que quem acertasse 70 pontos iria concorrer a um notebook. Mas uma vez nós estamos sendo manipulados agora por uma organização mais próxima: A ESCOLA.
Eu sei que esse blog é mais sentimental e tals... mas a boca fala o que está cheio o coração né?! E nesse momento o meu está longe de ser amor!! Fomos massacrados durante um ano. O ENEM pra quase ninguém valia NADA! QUASE NINGUÉM IRIA FAZER.... para a escola ficar com uma nota aceitável e ninguém sair por ai colocando tudo A, eles fazem a interessante proposta de depois de um tempo eu soube que seria sortear um notebook. Por que eles não fizeram isso em Outubro?? Porque TODOS nós tínhamos interesse no Enem. Somos fantoches na mão dos outros. Para aqueles que acharam que era um incentivo, não deixa de ser, mas acredito que não é justo com escolas públicas que não tem essa verba para bancar notebook para seus alunos! Eles são incentivados com o que ??
Assim como acreditava na escola... eu acreditava nas pessoas, a Nossa Diretora acreditava que não era tão tapada como provou ser.. que o poder podia subir na cabeça das pessoas, mas não borbulhar lá dentro! Como o poder muda. A ganância do homem em obter cada vez mais e mais dinheiro fizeram com que o nosso ano fosse um inferno apenas para colocar placas com nome lá na FRENTE. Fomos censurados em pleno seculo XXI por ser "muito sensual"!! Sérioo?!?! estamos numa ditadura!?!? porque pra mim parece que sim...
No filme o "V" explodi o parlamento da Inglaterra, como um símbolo. Não, não vou explodir a escola, mas acredito que estamos muito além do que notebooks para nos tapar a visão.
Eles não iram mudar... mas EU acredito que posso! Estamos saindo da escola, cada um seguindo seu caminho! Não vamos acordar aos 50 anos para tentar mudar ... VAMOS ACORDAR AGORA! MUDAR AGORA! Não vamos ceder a isso. Porque a nação está na mão daqueles que colocam dinheiro na meia, que oram a Deus por propina, que nos manipulam através de notebook!
Já está na hora de deixaramos de apenas ser mais na massa!!
Ao final do filme todos colocam a mascara do "V" para mim mostra que todos nós podemos ter dentro de nós um espirito vingador contra as mazelas do mundo!!
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Desconhecido
Ela corria, almejando reconhecer algo ou alguém, mas não adiantava. Tudo que ela via era desconhecido. Ela não sabia mais o que fazer até que em seu pensamento surgiu ele, o garoto que ela tanto imaginava amar.
A crença de que o amava lhe deu forças pra continuar a buscar o fim daquele caminho e reencontrá-lo. Ela pensava em todos os bons momentos que já haviam passado juntos, não fora tanto tempo, mas fora demasiado importante pra ela, pois se sentia tão segura ao seu lado. Conseguia imaginar uma vida inteira vivendo ao lado dele.
Surgia a noite, a escuridão não a deixava enxergar absolutamente nada e então ela decidiu parar e prosseguir seu caminho quando a luz voltasse a guiá-la. Ela adormeceu imaginando estar entre os braços de quem amava, desejando sentir em sua face o toque dele, desejando ouvir suas palavras, sentir-se segura. Mas em seus sonhos ela não conseguia enxergá-lo, ele não existia, embora o amor existisse, mas não mais o amor por ele.
Ela acordou um pouco atordoada, confusa demais. Até a noite passada imaginava amá-lo, mas talvez apenas sentisse falta de tudo que sentia ao lado dele e não realmente dele. Ela não sabia o que fazer, então continuou a seguir o seu caminho. Ansiava por encontrá-lo no fim daquela estrada, abraçá-lo contra seu corpo para ter a certeza se ele ainda era quem ela amava.
Seus passos continuaram e muitas outras noites ela adormeceu sob a escuridão que iluminava seus pensamentos. Ela continuava todas as noites a ter o mesmo sonho, e ele nunca estava lá.
Lágrimas percorriam a sua face quando ela percebia que estava totalmente sozinha, quando ela enxergava o seu passado e tudo o que já foi capaz de sentir.
E um dia, como todos os outros, ela acordou de seus sonhos, idealizando o momento que o reencontraria. Seus passos se tornavam cada vez mais cansados, suas lágrimas cada vez mais presentes. Já não sorria havia tempo.
E naquele mesmo dia começou a chover. Ela não queria fugir da chuva, queria sentir a liberdade das gotas que tocavam sua face e percorriam todo o seu corpo. Ela caminhava com o rosto em direção ao céu, tentando esquecer a solidão que sentia.
Lentamente ela voltava sua face para o caminho que se formava em sua frente. Aos poucos abria os olhos e então enxergou um vulto que se encontrava estático frente aos seus olhos. Ela imaginou ser ele, quem pensava amar. Ela correu em sua direção. Não, não era ele, era um outro alguém.
Mas diferente do que ela imaginava, não sentia mais as lágrimas a percorrerem sua face. Um sorriso sutilmente surgia em seus lábios. Seus olhos brilhavam e seus pensamentos finalmente estavam sóbrios.
Ela percebeu, então, que todo o caminho que percorreu a fez enxergar sua verdade. Ela não amava quem imaginava, nem mesmo sentia falta dele. Ela apenas se sentia sozinha e desejava ter ao seu lado alguém que a amasse, que a entendesse, que a fizesse se sentir segura e feliz.
Ele nunca fora capaz de fazê-la feliz. Como ela pôde pensar que gostava dele?
Não mais importa. Finalmente ela conseguiu enxergar que ele nada mais é do que parte de seu passado.
Ela continuará a percorrer o seu caminho, mas agora não mais sozinha. Ela enfim abriu os olhos e descobriu que pode ser feliz, se fielmente se entregar àquele sonho, a quem ela realmente é.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Uma história de amor

Lola era uma menina normal, sem nada de especial, que não se destacava dos outros. Porém, todos que a conheciam gostavam dela e só achavam que ela tinha um defeito: às vezes ela era ingênua demais.
Era uma tarde de verão, ela e seus amigos foram ao parque, e aquela foi a primeira vez que ela o viu. Foi amor à primeira vista.
Ano Novo, escola nova e uma surpresa: ele estava na sala dela. Lola passou dias imaginando como seria conversar com aquele anjo: Vitor. Ela gostava e pensava nele cada vez mais, e quando nós gostamos muito de uma pessoa, é praticamente impossível sair ileso.
Um dia, ela resolveu se declarar; seus amigos não gostaram muito da ideia, mas mesmo assim, não a impediram, pois sabiam que ela não ouviria. Ela se vestiu bem naquele dia, se maquiou e se perfumou com seu perfume mais caro. Chegada a hora, seu coração acelerava conforme se aproximava do anjo.
- Oi - ela começou e não parou, se não, perderia a coragem - eu queria te falar uma coisa... eu gosto de você... desde a primeira vez que eu te vi, no parque, nas férias.
Depois de falar, ela ficou parada, estática; ele piscou os olhos.
- Legal - ele respondeu e virou as costas para conversar com seus amigos.
Ela continuou no mesmo lugar, sem entender se ele a tinha aceitado ou não. Maria,a melhor amiga de Lola, foi ajudá-la a se mover. Mais tarde, no mesmo dia, Vitor foi falar com a confusa garota.
- Lola, amor, você pode ir comprar bala pra mim? - aquelas palavras a deixaram extasiada.
- No intervalo eu vou, meu anjo - ela falou com os olhos brilhando
- Mas o intervalo vai demorar, você não pode ir agora?
Apesar de não querer, ela acabou indo, para poder agradar o seu amor, mas ele não a pagou.
No outro dia, ele teve dor nas costas e pediu massagem, depois, ela levou lição dele para casa e dia após dia ele exigia mais dela. Maria tentou alertar Lola "Ele só está te usando" ela disse, mas Lola não acreditou, ela estava cega pelo amor. E passaram-se meses desse jeito.
Um sábado, Lola estava cansada de estudar e decidiu dar uma volta no parque perto da sua casa, naquele mesmo parque, com lembranças do seu anjo. Ela andou até chegar no mesmo lugar em que o vira pela primeira vez, chegando lá, ela se surpreendeu, lá estava ele, parado de costas para ela. Um sorriso se formou em seu rosto. Ela deu o primeiro passo em direção a ele quando outra menina se aproximou em seu lugar. Lola achou melhor esperar a menina sair de perto dele, para que ela pudesse ir até lá. Ela não precisou esperar muito, porque na verdade, a garota só deu um beijo nele e foi embora, mas Lola não conseguiu se mexer, pois o beijo não tinha sido qualquer um, nem em qualquer lugar... não era um beijo de amigos, era um beijo de namorados. Ela correu, correu para poder esquecer. O que ela faria quando tivesse que encará-lo?
Cap II - ?
Segunda-feira chegou logo, e assim que Vitor chegou foi falar com Lola.
- Oi, meu bem.
Ela não tinha treinado o que falar. Achou melhor seguir o seu instinto, mesmo sabendo que isso poderia ser perigoso.
- Oi - ela respondeu sem olhar para ele.
- Você fez o meu trabalho? É para hoje...
- É claro que não! - ao falar, ela olhou para ele. Vitor pulou para trás, por medo do olhar da garota
- Por quê?
- Não quis... Achei que a garota do parque fosse fazer um trabalho melhor para você - ele não respondeu - Você vem me enganando há meses! Você só me usa, nunca me beijou e eu te encontro na rua COM OUTRA? EU DEVO TER CARA DE TAPADA, NÃO É POSSÍVEL!
- Lola...
- Quieto! E saia da minha frente.
Aquela foi a última vez na qual ela falara com ele, porém, mesmo com o final do ano e com o fato de ele mudar de escola, ela não deixou de sentir algo em seu coração quando pronunciavam aquele nome: "Vitor".
Alguns anos depois...
Dia da formatuda. Ela sabia que ele iria e que ela o veria. Mas ela tinha medo do que sentiria se o visse, se ele despertaria todo aquele sentimento outra vez.
Meia-noite, já estava na hora do baile, tocava uma música lenta e romântica. Ela sorria quando se virou e o viu.
Cap. III - Liberdade

E ela não sentiu. Nada aconteceu dentro dela... ela finalmente estava livre.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
E se...- V
É. Era ele quem ela amava. Ele fora o único que a fez acreditar em contos de fadas; quem a fez sonhar; quem a fez se sentir segura. Ela se perdia em seus olhos, admirando cada detalhe da idealização à qual se entregava.
“Eu sinto tanta saudade...”
Ela repetia essas palavras em todos os seus sonhos ou ébria com os seus pensamentos. Ela ainda podia sentir o toque da pele dele sobre a sua, o encontro de seus lábios, os braços dele a envolvê-la em seu paraíso particular.
Como ela fora feliz ao lado dele...
Os beijos, os toques, a felicidade viveram em seus corações por pouco tempo. Mas sobreviveram e embora seus olhos não mais se encontrassem, ainda procuravam um ao outro.
“Me perdoe!”-ela sempre quis que ele dissesse essas palavras. Não sabia o porquê dele pedir perdão, ou porque ela sempre quis ouvi-lo dizer. Ela não sonhava. Ele verdadeiramente pedia perdão.
Ela ficou estática. Procurava palavras, mas estas pareciam não existir.
Ele voltara pra vida dela.
Em meio a tantas palavras ditas por ele, só conseguira ouvir “Você voltaria pra mim?”. Não ouvia mais nada; se entregava ao silêncio, almejando entender as vozes que gritavam em sua mente.
É claro que ela o amava. Tudo que ela desejava era poder dizer sim. “Sinto tanta falta de você. Não imagina a falta que sinto do seu sorriso, de todos os nossos momentos juntos, da felicidade que sentia ao seu lado. Se voltaria pra você? Eu te amo. Durmo todas as noites contemplando a lua, que brilha na escuridão da noite, iluminando os meus versos e acalentando as lágrimas que encontro na ausência do teu sorriso. Seu sorriso é a minha lua. E a escuridão a tua ausência.”
Novamente não conseguiu dizer sequer uma palavra. Apenas ela escutava o que realmente sentia. Ela não podia dizer o quanto o amava.
Ela tocou a face dele, como um Adeus. Sim, ela dizia Adeus.
Ela o deixou sozinho. Ela queria ficar sozinha. Ela não suportaria uma vez mais ver aquele que ela amava partindo, tentando tocá-lo em vão, enquanto ele caminhava e ela se mantinha presa sobre o solo em que ambos tocavam.
Não suportaria não mais tocá-lo, não suportaria a ausência daquele sorriso...
As lágrimas inevitavelmente tocavam sua face. “Desculpe...”
Ela queria ter dito a ele ao menos essas palavras, mas não suportaria olhar pra trás. Ela precisava que ele a esquecesse.
“Ao menos uma vez toquei a sua face, beijei os seus lábios, o envolvi em meus braços enquanto você me abraçava. Ao menos amei. Amo. Se agora busco a liberdade e tão cedo a eternidade, é porque não saberia uma vez mais te perder...”
“Nãao!”- por quê? Por que ele sempre voltava?
Ela perdeu toda a coragem que tinha, pois era ele, o dono daquele sorriso. Ah, aquele sorriso!
“Como você pôde pensar em me deixar assim? Depois de tudo o que eu te disse...”-uma lágrima caminhava na face daquele que ela tanto amava. Ele não sorria.
“Um dia foi você quem me deixou!”-finalmente ela encontrou palavras.
“Você sabe por que não ficamos juntos...”
E ela sabia. Não fora culpa dele ou dela. O destino os separara. Por tantos motivos não puderam ficar juntos...mas ela precisava culpá-lo, ela precisava de um motivo pra deixá-lo.
“...e eu não me refiro a você ter me abandonado, sozinho. O que eu não suporto pensar é que você buscaria a eternidade e me faria viver em tua ausência. Eu te amo demais. Eu te quero ao meu lado a cada segundo. Eu quero viver com você, por você. Um dia encontrarei a eternidade, mas só suportarei se for ao seu lado. E se eu não estivesse aqui, agora, neste exato instante? O que seria de você, de mim, de nós? Você encontraria a celeste noite ou o infindável pecado, mas pode ter certeza, que o primeiro que encontraria seria eu, ao seu lado. Te amando, eternamente.”
Ela não mais se entregaria à celeste noite ou ao pecado. Ela se entregaria àquele sorriso, somente àquele sorriso, por toda a eternidade.
Os braços dele a envolveu. Ela tocou os seus lábios, sua face e lhe disse palavras, poucas palavras para que somente ele escutasse, mas que o fizeram sorrir e abraçá-la ainda mais forte.
E se ele tivesse desistido dela? Talvez ela já tivesse encontrado o eterno sorriso de quem ama, mas incomparável ao sorriso que agora encontra frente aos seus olhos.
“...”
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
E se...IV

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
E se... III
terça-feira, 3 de novembro de 2009
E se... - II

(não importa o vídeo, só ouçam a música ^^)
Ela não conseguiu dormir essa noite, pois hoje fazia um ano... Ela olhou no relógio, fora naquela mesma hora, aquela maldita hora, 9:04.
Tudo começou no que ela julgou um dia como outro qualquer. Ela acordara com o sol batendo em seu rosto, às 5:30 da manhã. Seu marido estava ao seu lado e ela o abraçou. Como ela gostava de sentir o corpo dele perto do seu! Ele acabou acordando ao sentir seu corpo mais quente.
- Que horas são? - ele perguntou respondendo ao abraço de sua esposa.
- Cedo - ela respondeu beijando-o
Ele correspondeu ao beijo e eles se amaram até ouvirem o despertador às 7:30.
- Você tem que ir? - ele perguntou
- Tenho. Vão fazer uma audiência importante hoje e é melhor eu ir, se não meu emprego fica ameaçado.
Ele fez o café enquanto ela tomava banho. Ela agradecia a Deus todo dia pelo marido maravilhoso que tinha (ele não precisava acordar tão cedo, afinal, só trabalhava na parte da tarde, mas o fazia mesmo assim, para agradar sua mulher). Porém hoje, ela havia se esquecido.
Ela se trocou e os dois tomaram o café juntos, distraídos. Quando ela tomou consciência,já estava atrasada, era 9:01.
- Eu preciso correr - ela disse
- Eu te acompanho até a porta - naquele momento ela não sabia o quando essas palavras pesariam no seu futuro.
Ela desceu as escadas, abriu a porta da frente, caminhou até a calçada e se despediu do seu marido com um beijo rápido, 9:03. Ela atravessou a rua e quando chegou ao meio dessa, sentiu um empurrão em suas costas, o que a levou ao outro lado, e logo após, ouviu um barulho produzido por um carro que tentara parar.
Ela teve medo de olhar o que tivera acontecido, mas era preciso. Quando ela finalmente olhou para trás, confirmou que seu maior medo era real.
Ele estava lá, deitado no chão e o carro estava parado logo atrás dele. Ela correu, as lágrimas começaram a escorrer dos seus olhos, o relógio marcava 9:04.
Ela agarrou a mão dele.
- Por que você fez isso, seu idiota?
- Eu... Eu não conseguiria... viver... - ele respirava com dificuldade - em um... mundo... no qual você não... existisse. Mas você... cof cof... você é mais forte do que eu.
- Não fala isso, isso não é verdade, eu não sou forte sem você. Aguenta, VOCÊ NÃO PODE MORRER!
Nesse momento a ambulância chegou. No hospital, depois de esperar o que pareceu uma era, ela recebeu a notícia: "Hora do óbito: 9:31"
Ela está na cama, nesse dia amaldiçoado, simplesmente não consegue sair dela. Ela não liga se perder o emprego, ela não atende o telefone (que já tocou cinco vezes), ela não comeu e nem vai comer.
Hoje, ela só conseguia pensar nele e naqueles malditos "e se?"
"E se eu não tivesse me importado tanto com aquela audiência?", "E se eu não tivesse saído com tanta pressa?", "E se eu tivesse dito que não precisava que ele me acompanhasse até a porta?", "E se eu tivesse olhado antes de atravessar a rua?", "E se tudo isso tivesse acontecido, ele ainda estaria aqui, do meu lado?"
E eu sei que meu coração continuará
Ficaremos para sempre dessa forma
Você está seguro em meu coração
E meu coração continuará e continuará
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
E se... - I

Eduardo e eu somos melhores amigos sempre, não desgrudamos um do outro, mas apesar disso ele não sabe que sou completamente apaixonada por ele, acho que sequer desconfia disso.
Ele é tão bonito com seus olhos azuis e seu cabelo preto jogado de lado sob os traços perfeitos de seu rosto que poderia escolher a garota que quisesse, mas não só pelo superficial, longe disso, eu o amaria mesmo que ele fosse feio... era tão engraçado e inteligente, um amigo pra todas horas... ele nunca me escolheria, eu não tinha nada de especial
Por isso não tinha coragem de dizer o que sentia por ele e os “E ses” me consumiam, eu deveria me declarar? E foi assim por anos, até certo dia em nosso penúltimo ano de colégio que fui declarar tais sentimentos... aquele que foi o dia mais triste de minha vida.
Pois fiquei sabendo que ele tinha uma doença terminal e poucos um tempo incerto de vida e num misturado de sentimentos loucos esqueci meus propósitos e assustada não mais cogitei dizer que o amava...
E me perguntava sempre E se eu falasse agora? E esse questionamento me atormentava a todo o tempo, a cada palavra dele, a cada segundo que eu respirava, e sempre eu resolvia não dizer nada, não sei se temia perde-lo, sendo assim demasiadamente egoísta, ou se tinha medo que isso estragasse nossos últimos momentos juntos, deixando-o triste nesse período tão difícil...
Nos meses que se passaram houveram muitas risadas e reflexões, aprendemos a aproveitar mais a vida não deixar as coisas para depois, ou pelo menos em parte tinhamos aprendido, já que eu ainda não tinha tido a coragem de me declarar, apesar de que em cada um de seus sorrisos eu pensasse em fazê-lo, em cada um de seus freqüentes risos em que ele ignorava sua condição e que lhe proporcionaram viver a vida de uma maneira que muitos não vivem em cem anos de existência, eu o admirava e amava cada vez mais...
Eu só podia ser feliz por ter proporcionado alguns desses momentos.
Quando o seu caso se agravou minha mãe decidiu que pelo meu bem eu deveria passar as férias que estavam bem próximas com sua irmã na Europa, eu não queria, porém não tinha forças para resistir... não consegui ser forte por ele...
Fui me despedir e ele estava de cama, usei minhas forças para não desabar em choro naquele momento e dizer o que tanto me corroia e era alvo de meus questionamentos diários: o quanto sempre o amei e iria amar acontecesse o que acontecesse, que vinham seguidas pelas justificativas dos porquês de não ter falado isso antes...
Ele estava quase dormindo, não respondeu com palavras, simplesmente segurou bem forte minha mão que estava próxima da sua, senti por alguns instantes uma felicidade que nunca imaginei que iria sentir em algum momento da minha vida enquanto tinha a mão dele junto a minha e via o sorriso singelo que ia sentir tanta falta...
Queria ficar ali junto com ele nos suas ultimas semanas, e agora tinha forças para lutar para permanecer, mas infelizmente elas não foram suficientes, e fomos ao aeroporto dois dias mais tarde, enquanto eu e meus pais esperávamos pelo vôo que já estava atrasado por duas horas recebi um telefonema da casa dele.... não me deixaram atender, presumi o pior já que ela não me disse o que tinha acaba de ouvir.
Esperei por cerca de dez minutos para entrar o avião, mas eles pareceram muito mais demorados do que as horas que já havia esperado, pois não queria mais ficar ali. Fugir para o mais longe possível era agora o meu maior desejo, tinha perdido minhas esperanças...
Nos dois primeiros meses que passei com minha tia, vivi uma sobrevida e ainda me perguntava: “E se? E se eu tivesse dito antes?!?!”, e só com isso na minha cabeça mal conseguia levantar da cama e aproveitar o mínimo do verão mediterrâneo, que em outras férias pude perceber o quão belo era.
No terceiro e ultimo mês de minha estadia passei a ocupar a minha mente com qualquer coisa para tentar espantar meus fantasmas, principalmente com tarefas domésticas, e com os livros da vasta biblioteca. Já que o dia de voltar se aproximava, não queria pensar em Eduardo, não queria sequer por um minuto, apesar de não conseguir, deixar a idéia de voltar e não tê-lo por perto tirar minha sanidade.
Terminado o mês, o vôo que traria de volta a dura realidade, não atrasou nem um minuto como desejava (Ah, eu odeio aviões!!!), desembarquei logo e encontrei toda minha família a espera... mal consegui cumprimenta-los, sentei na cadeira que estava ao lado deles, fiquei muda.
Minha mãe logo disse:
--Tenho ótimas noticias
E eu só pude responder:
-- Nada que você diga pode ser bom.... ele está....(Não conseguia dizer morto)
Minha mãe respondeu prontamente....
-- Como assim minha filha, Eduardo não morreu, Dr. Campos o indicou para um arriscadíssimo procedimento cirúrgico para retirar o tumor que fazia as células malignas atacarem seu corpo, as chances de sobrevivência eram mínimas, não te contei que ele estava na lista de espera para a cirurgia naquele dia no aeroporto, por que não queria de dar falsas esperanças... e você não atendia meus tefonemas em Florença para eu te avisar do sucesso da cirurgia...
Não consegui ficar brava com minha mãe por mais de 5 segundos, estava consumida por uma imensa felicidade, apesar de não o vê-lo ali. Sai correndo em seguida e peguei o primeiro táxi em direção a casa dele...
Bati porta fervorosamente, e a espera ali pareceu maior que todos os momentos em aeroportos já vividos por mim...
A porta se abriu e ali estava ele com um lírio nas mãos, tentando se jusificar por não estar em meu desembarque, mas eu não o deixei se desculpar queria abraça-lo e não soltar mais.
Mas ele continuou
--Mas eu preciso te dizer isso
E eu retrucava
-- Pare de desculpas, não quero mais ouvir besteiras...
E ele respondeu
--Não são desculpas...er... Eu... Eu te amo!!! E sempre te amei, nunca achei que você gost...
Não deixei ele continuar, trocamos um beijo caloroso, no momento mais perfeito de minha vida, no qual pude sentir aquela alegria que nunca mais imaginei que sentiria, num momento de felicidade plena, por que eu sabia que eles sentia isso também.
Reflexão:
Se isso ou aquilo mudasse...
somente esse detalhe seria diferente ou tudo seria diferente?
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Alguém pode me tirar da chuva? - V
Ela olhara as estrelas antes de prosseguir com seus passos e embora quisesse continuar a contemplá-las, sentia que deveria deixá-las por ao menos alguns instantes. Ela foi guiada pela música que tocava sua alma, mas não resistiu a um último olhar às estrelas. Porém não conseguiu enxergá-las. Antes que seus olhos enxergassem o céu que residia naquela noite inexplicável, ela encontrou a mais bela das estrelas nos olhos dele.
“Concede-me esta dança?”-enquanto ele dizia essas palavras um sorriso surgia no canto de seus lábios.
Ela ficou estática, desejando que o mundo parasse naquele instante. Nunca vira olhos tão perfeitos como os que se encontravam frente aos seus; ou sorriso tão sincero como o que se formava naquela face a centímetros de seu rosto.
Ele não esperou que ela tomasse fôlego para responder. Envolveu-a em um abraço tão forte, que fazia daqueles dois corpos um único corpo, unido pelo silêncio das palavras, por um mesmo desejo e pela música que guiava seus passos.
Desde que ele a abraçou, ela fechou os olhos, almejando sentir o toque dele sobre a sua pele, sentir o seu perfume, tocar o seu rosto. Finalmente conseguiu abrir seus olhos e encontrar os dele:
-Oi! Que saudade...
Ele a abraçou ainda mais forte e ela não entendia o porquê, mas sentiu uma única lágrima a percorrer a sua face e deitar nos ombros daquele que ela abraçava, como se fosse a última vez que tocariam as mãos um do outro e dançariam ao som da música que os unira.
Eles uniram as suas mãos e caminharam até onde poderiam ver o céu e contemplar as estrelas. Havia tantas palavras que gostariam de dizer, porém só conseguiam olhar nos olhos um do outro.
Eles estavam completamente sozinhos naquela praça e ainda ouviam a música que tocava ao longe. Ele não queria deixá-la ir e ela não queria a ausência daquele que amava. Então novamente se abraçaram.
Ela sentiu uma gota em sua face e ele a tocou com tanto carinho, enxugando aquela lágrima que caía das estrelas.
“Vai chover, é melhor sairmos daqui...”
“Não!” Ela não queria nenhum outro lugar, não importa se iria ou não chover; nada importava. Tudo que ela queria era eternamente se encontrar entre os braços dele.
“Tudo bem. A gente pode ficar aqui, então. Tudo que me importa é que você esteja ao meu lado.”
Quando ele proferiu sua última palavra começou a chover. Ambos olharam para o céu, sentindo que aquele momento seria eternamente lembrado. Eles voltaram a face um em direção ao outro. A chuva incidia sobre eles com tanto ímpeto, de tal forma que eles precisavam sentir o toque da pele um do outro para se sentirem seguros.
Abraçavam-se tão forte, que nada mais parecia existir no mundo senão eles dois e a chuva.
Eu te amo-ela pensou.
Eu te quero ao meu lado para o resto da vida. Te amo. –ele só conseguia pensar nela.
Seus lábios se tocaram.
Ela pensava na mais bela das estrelas que encontrava nos olhos de quem ela amava. Ele sonhava que aquele momento se tornasse eterno.
Ela sorria em pensamento. Esquecera-se das gotas que tocavam seus cabelos e percorriam todo o seu corpo. Ele foi o único capaz de tirá-la da chuva; o único que verdadeiramente a enxergara. Ele sempre fora quem ela amou.
Sem dúvida se amavam, mas não poderiam vivenciar outra noite como aquela. Aquele abraço seria o último, aquele beijo não mais existiria. A chuva jamais voltaria a uni-los como naquela noite. Mas eles não sabiam disso. Tudo que sabiam era que se amavam e que aquele momento seria para sempre lembrado. Não importa quanto tempo passasse, eternamente se lembrariam das palavras que não foram ditas- “eu te amo”- mas que viveram em cada abraço, cada beijo, cada toque de suas mãos, cada encontro de seus olhos e em cada sorriso. Ela jamais se esquecerá daquele sorriso que surgia no canto dos lábios daquele que ela amava quando ele a via ou de todos os momentos que ele a envolveu em seus braços, ou de todas as danças, ou simplesmente daquela noite.
Ela secou as gotas de chuva que tocavam suas mãos, para poder secar as lágrimas que cobriam sua face. Ela não conseguia desviar os seus olhos da chuva. Ela não conseguia esquecê-lo. Enfim ela conseguiu libertar suas palavras, mas apenas a chuva a escutava.
“Eu te amo...”
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Alguém pode me tirar da chuva? - IV

segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Alguém pode me tirar da chuva? - III
Como o outro texto foi tão aclamadooo pela critica ... resolvi fazer outro!! Para mostrar a minha GENIALIDADE nesse tema!!! huahauhahuahua
Por favor... me tire da chuva quando:
Eu ver o céu escuro e parecer que não tem mais saída. Me mostre que depois da chuva sempre tem um arco-íris.
Quando o trovão me assustar, mas me fale tudo ficará bem.
Quando eu sentir o frio da solidão, mostre que ficará comigo para sempre.
E quando tudo estiver bem ...mostre-me segurança e diga que sempre depois de uma tempestade vem a calmaria!!.
domingo, 25 de outubro de 2009
Alguém pode me tirar da chuva? - II

Ela olhou pela janela, o céu estava cinza, indício de chuva. Ela suspirou, era como se o tempo estivesse refletindo seu humor. Seu coração estava triste, e a tristeza tinha nome: Tiago. Ela o amava há algum tempo, mas ele tinha namorada, por isso ela julgava seu amor platônico. E isso a estava matando.
Ela não poderia impedir a chuva de cair, nem a dos céus, nem a dos seus olhos. Mas ela não queria que os outros a vissem daquele jeito, e só havia um lugar que passava pela sua mente onde ninguém a veria chorando.
Ela andou sem rumo por um tempo que ela não saberia colocar em números. Naquele momento ela estava amando a chuva, pois as lágrimas do céu se misturavam com as suas, não permitindo que as pessoas distinguissem umas das outras.
Tudo o que ela precisava era de alguém que a tirasse da chuva e secasse suas lágrimas. Esse pensamento foi como mágica, pois um instinto a levou a levantar a cabeça e ela conseguiu ver o fim da rua. Ela reconheceu aquele lugar, e a casa de onde ele estava saindo. Ela não podia se mexer, nem desviar o olhar; as lágrimas não conseguiam mais sair dos seus olhos – ela não queria mais que elas saíssem.
- Oi Lírio – ela adorava quando ele a chamava daquele jeito, afinal, esse era o significado do seu nome – o que você está fazendo na chuva? Vem cá! – ele a puxou para debaixo do seu guarda-chuva e a abraçou para que os dois pudessem se abrigar e também para que ele pudesse aquecê-la
- Obrigada. Mas a Bel não vai achar ruim? – ela perguntou fingindo não se importar
- Mesmo se ela achar, ela não tem mais nada a ver com isso.
- Vocês terminaram? – ela tentou não transpassar sua emoção pela voz, mas ela não soube se foi bem sucedida.
- Eu acabei de terminar, ela quase me chutou da casa dela – ele disse com ar zombador.
- Ela deve ter ficado nervosa.
- É, ela ficou. Ela não gostou muito do motivo, na verdade. Sabe... foi por causa de outra garota.
- Você está gostando de outra garota?
- Uhum...
Toda alegria que havia chegado com a notícia do fim do namoro se fora e a vontade de chorar voltara. Ela não poderia ficar ali com ele, se ela não conseguisse controlar a emoção, ele perguntaria coisas que ela não gostaria de responder.
Ela correu, a chuva estava mais fria do que antes, mas ela não ligava, ela apenas queria esquecer. Ela não olhou para trás.
No dia seguinte havia sol, até o tempo havia se cansado do seu humor. Era uma segunda-feira, ela não conseguiria fugir dele, e como não poderia ser de outra forma, logo que a viu, Tiago convocou Lílian para uma conversa no parque, depois da aula.
- Por que você saiu correndo daquele jeito ontem? – ela imaginou que ele faria essa pergunta e já tinha uma resposta preparada.
- Eu lembrei que tinha deixado um bolo no forno...
- Uhm... e eu tenho cara de burro? Você foi até aquela rua sem motivo pra depois sair correndo sem falar nada, sem nem se despedir só por causa de um bolo?
Não houve resposta.
- Tudo bem, eu não te chamei aqui só para você se justificar, eu quero terminar a conversa de ontem.
Ela quis chorar, mas um vento bateu em seu rosto, secando as lágrimas.
- Eu falei que tinha terminado com a Bel por um motivo. Sabe, eu fiquei muito tempo com a Bel gostando de outra garota, e agora eu não consigo mais. Eu tenho que falar meus sentimentos para essa garota, mesmo não tendo certeza do que ela sente por mim. O que você acha?
Lílian sentiu como se sua voz não fosse sair. Como apoiar ele com outra? E como não apoiar? Quem ela preferia magoar: ele ou a si própria?
- É uma boa ideia – é claro que ela preferia se magoar, ela o amava demais para sequer pensar no fato de feri-lo.
O vento soprou uma outra vez, uma mecha do cabelo dela foi para sua boca. Ele a tirou do rosto da garota e deixou sua mão ali. Ela percebeu que ele os olhos dele intercalavam entre a sua boca e seus olhos. Eles ficaram daquele jeito, em silêncio, por alguns instantes.
- Hey, garota – ele disse enfim - eu te amo.
Ela sorriu, e não precisou responder, por ele interpretou esse sinal como um “eu também”. Eles se beijaram. Lílian sentiu o sol mais quente, o vento mais calmo e, quando abriu seus olhos, as cores mais vivas. A chuva nunca mais cairia em seu coração.
sábado, 24 de outubro de 2009
Alguém pode me tirar da chuva? - I

Acordo e percebo um céu cinzento sobre minha cabeça que anuncia o mau tempo que está por vir, para piorar os meus dias vãos, ao aumentar a agonia de meus problemas iminentes, para deixar a cidade de concreto ainda mais fria e impessoal...
Ele anuncia a chuva torrencial de hipocrisia, que vem para partir os corações e plantar neles a semente do egoísmo e da indiferença, pra acabar com o respeito coletivo, num período de tendências pré-apocalipticas em que o futuro é um borrão finito e não dá margem para melhoras sociais, já que está tudo no fim mesmo dizem que “é melhor que venha logo essa chuva, melhor que se anunciem as más novas, nos livremos da esperança”
E não é que ela chega, o céu cada vez mais nublado, a garoa começa a cair: uma criança passa fome, a árvore é derrubada, uma jovem para de acreditar no amor, o menino deixa de ter sonhos, as primeiras gotículas atingem meu rosto enquanto corações inocentes perdem a sua característica mais pura e o mundo as corrompe.
Momentos mais tarde ela se intensifica e vários corações partidos são regados por sua má influencia, ela se espalha logo e passo a pensar que só uma arca de Noé, algo milagroso além de nossa compreensão poderia nos tirar da chuva, talvez até um fim, como o esperado em 2012, que afinal não é nada mais que um começo, de uma possível era de peixes, quem sabe? a era de aquários já está ultrapassada arrasada por essa agora enxurrada.
Mas parei de delírios e percebi que mão é preciso algo sobrenatural para nos “salvar”,
Basta que se unam os corações, um protegendo o outro, oferecendo carinho e confiança, pra que se construa um futuro sem medo da chuva, ou de um fim, de pessoas que não percam a esperança em meio a chuva e sim que a alimentem em tempos de crise, por que um dia a chuva passa e o Sol algo tão natural e mágico na sua simplicidade, limpa o céu, aquece os corações e traz de volta a alegria das crianças e o amor.....
Que venha o sol!
Para que possamos sorrir novamente e esquecer da chuva, aproveitando a vida livremente, por alguns instantes a experimentar a felicidade...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Passos
Ela continuava a andar e pensar, e pensar um pouco mais, desejando não mais fazê-lo, apenas se entregar aos sonhos, viver ao menos uma vez uma daquelas ilusões que tanto idealizou. Quem sabe conheceria a felicidade, ainda que inexistente. Mas em sua mente tudo era possível, e a felicidade era passível de se tornar sua concreta abstração. Agora ela corria, tentando fugir das próprias idéias, almejando que o vento consolasse suas lágrimas.
Ela tentou. Desesperadamente tentou. Mas nada adiantava. Sua alma foi livre por poucos instantes, nos quais ela imaginou ter se libertado do que chamara de amor. E este amor era muito mais forte que ela. Era parte dela, senão ela por completo.
Ela pensou em desistir, em buscar o eterno silêncio. Porém, por mais que aquele amor a fizesse sofrer, as escolhas já não mais pertenciam a ela. Aquela vida, a qual ela julgava controlar, não mais pertencia a ela. Nada mais a pertencia, nem mesmo os próprios pensamentos. Ela era um títere, extremamente e indiscutivelmente apaixonada.
As lágrimas ainda tocavam a sua face e se misturavam com o tocar da chuva sobre sua pele. Ela chorava, sua pele fervia a cada passo e seu coração aos poucos se perdia.
Ela amava. Ela chorava. Ela abandonava os seus versos.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Procurar-te

Não sei bem o que procuro, mas o procuro com toda a força de meu ser
Todos os dias...
Mas seguindo sempre o mesmo rumo, fazendo sempre as mesmas coisas,
cegada pela minha falta de atenção constante
fica difícil achá-lo...
Aquele que já me inspira a ser uma pessoa melhor
E que me motivará a amar e ser feliz, mesmo que a felicidade plena não exista
Mesmo que o amor eterno seja uma jóia rara e que provavelmente não seja real,
Quero contar com esse amor real e natural, para escrever meu futuro
Ainda incerto, cheio de duvidas...
Um futuro perdido assim como ele...
que de alguma maneira o destino o colocará em meu caminho,
sem pressa, no momento certo
certamente sofrerei desilusões até chegar lá...
e algumas alegrias também
Mas um dia nos acharemos.
domingo, 18 de outubro de 2009
Aqueles que escolhemos amar
Nascemos sozinhos ... e morremos sozinhos!! Sempre escuto isso das pessoas, e realmente acredito nisso, mas esse post não é sobre um olhar cético sobre as relações humanas.É que mesmo sabendo disso sempre procuramos nos apegar a outra pessoa.Nos Amigos. Uns acreditam que é por necessidade que amamos as pessoas.. pode até ser, porque o ser humano é tão oportunista mas eu tenho lá meu lado otimista temos amigos porque de alguma forma essa pessoa nos ajuda a ser um ser humano melhor (pelo menos é isso que eu procuro nas minhas amizades) Amigo é a família que você escolhe. Esse post dedico aos meus amigos. Cada um de seu modo. Agradeço à vcs por fazer cada dia uma aventura, por não fazer daquela escola um tédio, por me ajudarem a jogar, ... por me acolherem quando eu preciso, pra me empurrarem em um bazar, por me ajudar as lições.. não só da escola, mas as lições da vida. A palavra amor eu particularmente acho quando se usa tem que ter algum valor...Amor entre amigos!! Eu acredito que exista por que eu sinto todo isso todos os dias com vcs.
Mesmo sabendo que nasci sozinha e morrerei sozinha .. com vocês quero passar os outros momentos felizes porque sozinho não tem graça cair da piscina com roupa, ser empurrada na lama.. hauhauhauahu
A todos que fazem meu dia melhor..!! Meus Amigos
sábado, 17 de outubro de 2009
Segredos
Mas no final, aqueles segredos que mais valor teriam se concretizados em palavras, são os que se tornam imortais e aqueles segredos que deveriam viver em total abstração, residindo na mente do único que o propôs, são os segredos libertos na embriaguez da tolice, por demasiado egoísmo ou manutenção do próprio âmago.
Então a verdade, a inocência e o verdadeiro amor morrem como se nunca tivessem existido, e as mentiras, as ilusões, o ser quem não realmente sou se torna nossa história, nossa vida; uma farsa do ser, um teatro, uma peça onde prevalece o silêncio do que seria realmente viver.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Mata-me logo

e matar-me aos poucos é o que te deixa feliz.
Uma gota de veneno por vez, uma parte de mim por gota.
MATA-ME LOGO! Arranca logo a parte mais importante de mim!
Ele já te pertence, de qualquer maneira.
A cada batida ele grita o teu nome
"!" "!" "!" "!"
Ele exige tua presença, mesmo sabendo que o teu veneno me corrói.
Desde sempre "!" é só o que ouço
Desde sempre "!" é só o que quero
Mas não posso ter-te. O nós já passou
Hoje só existe tu e eu.
Mata-me logo! Mas antes, conceda-me um último desejo:
Abre teus olhos, deixa-me vê-los uma última vez.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Estrelas e seus versos

Ela tentava por alguns instantes se libertar por completo de todos os seus pensamentos. Ela exigia de si mesma que vivesse por alguns simples minutos. E sorria, tentando contrariar seus medos e a tristeza que cobria seu sorriso, seus olhos ou suas palavras há tanto tempo.
Ela cantava e dançava ao ritmo da música que chegava aos seus ouvidos e tomava sua alma. Ela se entregava a um nada, sem planos, sem espera, sem preocupações.
E foi assim que enquanto se movia sem ouvir seus pensamentos, avistou aqueles olhos, aquele “Príncipe” que surgira dos contos de fada. De fato era belo e a personificação de todos os desejos dela. Já se conheciam, mas aqueles olhos nunca encontraram os dela de tal forma.
Nada existia ao redor dessa súbita paixão. Eles dançavam por todo o salão, sem ao menos perceberem os seus passos. Eles trocavam palavras, juras nunca antes confessadas. Pareciam tão inocentes e envergonhados enquanto se abraçavam, como se nunca tivessem unido suas mãos em um único toque ou seus sorrisos em único semblante. Tinham verdadeiramente se conhecido naquele momento. E suas silenciosas palavras, trocadas entre uma dança ou um abraço os tornavam cada vez mais próximos, com apenas um e sincero pensamento.
Ele talvez fosse a pessoa perfeita pra ela. E ela, quem sabe, fosse a pessoa perfeita pra ele. Talvez. Ele era perfeito em todos os sentidos. Seus olhos pareciam “enxergar” as palavras dela, antes que estas fossem proferidas. Ela parecia entender seus pensamentos, mesmo que estes permanecessem na abstração.
Ele proferiu belas palavras para que apenas ela ouvisse. E ela continuava a achá-lo perfeito.
Quando se libertavam de seu abraço, a multidão retornava e os pensamentos dela dilaceravam aquele sonho. Então eles sentiam falta do toque do outro e em reflexo novamente se abraçavam. Por alguns segundos viviam um mundo perfeito. Ambos procuravam a última peça do quebra cabeça de seus versos; a única peça que completaria parte imprescindível de sua eloqüente comoção: o enfermo coração dos que se abraçavam e o apaixonado coração de apenas um deles.
Distante de toda aquela multidão, ainda trocaram outras tantas palavras, olhos nos olhos ou envoltos em um mesmo silêncio.
Fora uma história bonita para esses dois jovens; mas ela jamais se entregaria à infidelidade do amor que verdadeiramente residia em seu coração. Fora fiel em todos os segundos a quem realmente ama.
Enquanto dançava, se entregando nos braços do dono daqueles olhos tão perfeitos, só conseguia imaginar os olhos de quem ama, ainda mais perfeitos. E embora o amor não lhe fosse completamente distante, havia distância o suficiente para que ela chorasse com singelas palavras ditas ao seu redor. Girava pelo salão e se perdia entre os olhos que se encontravam plenos frente aos seus, mas se perdia encarando os olhos de seu único e irrevogável amor.
Ela realmente havia se esquecido de todos e de tudo quando se entregou àquela dança, àquele abraço e aos seus momentos juntos. Mas jamais se esquecera da pessoa que ama, pois esta não era presente apenas em seus pensamentos. Já se tornara parte dela, de quem ela é.
E sozinha, naquela noite, encarando as estrelas visíveis apenas por seus olhos, ela deixou que as lágrimas queimassem sua face. Deixou que seu sorriso se desfizesse em absoluto silêncio.
Não mais havia multidão, não havia quem amava ou mesmo a utopia que encontrara. Ela ouvia apenas sua respiração e fechava seus olhos, almejando que as lágrimas secassem.
O som de sua respiração se tornava cada vez mais distante. Seus olhos, agora, completamente fechados. Cada vez mais nítida se tornava a imagem de quem ela verdadeiramente ama. Agora as estrelas brilhavam mais intensamente sobre o amor que tornava o brilho das estrelas possível. Ela dançava com quem ama. Confessava em silêncio tudo que sentira até aquele momento e prometia estar ao seu lado por uma vida inteira.
Sua respiração, serena, como o quase sorriso que contemplava sua face faziam daquela noite uma noite como outra qualquer, já que todas as noites ela sonhava como seria ter em seus braços aquela pessoa que definitivamente completaria seus versos, aquela pessoa que completaria parte imprescindível de sua eloqüente comoção: seu coração completamente apaixonado e entregue por inteiro a seu único e verdadeiro amor.
De temer

Sou consumida por um medo
Ele vai...
Mas ele volta
Se transforma e me agride
De diferentes maneiras...
Mas geralmente só me faz ganhar
Fortalecimento, físico e emocional...
As vezes ri do meu sofrimento,
Pelas coisas mais estúpidas possíveis que temo todos os dias
Há quem tema insetos peçonhentos...
Aqueles que temam falar em publico
Outros têm medo devido a experiências traumáticas
E outros ainda do próprio medo
Porém o pior dos medos que alguém pode ter
Eu confesso que tenho...
O medo de amar...
não simplesmente pelo fato de temer não ser correspondida
mas algo pior... em que Eu te amo não sai de minha boca
não pelo outro... mas pelo amor próprio ferido...
apesar de amar demasiadamente, não me permito...
de temer já perdi demais e não quero mais perder!
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
...
Querendo contemplar cada segundo que me restava
Olhando a perfeição
Que se perdia em sonhos, tão perto de mim
Meus olhos se fechavam
Em devaneios perdidos
Enquanto tua respiração
Ressuscitava-me
A multidão se difundia em ilusões
E as minhas eram teus olhos
Teus lábios, minha ausência em ti
E a busca por ti
A inconsciência roubava-me
Eternos segundos
Tirava-me o anjo que sonhava
Com o amor que reside em seus delírios
Com o poema perdido em palavras
E você não sabia
Que lhe fiz um poema em pensamentos
Que lhe proferi amor em minhas palavras
E que lhe disse demasiadas vezes a verdade
Olhando em teus olhos, esperando que entendesse
Minha única verdade, amar-te, apenas.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Constante

É uma profusão tão sublime e ao mesmo tempo uma consternação. Algo sobre o que não fala, mas que guarda nas entrelinhas de suas palavras.
Se houvesse nesse mundo a liberdade de poder dizer o que tanto a atormenta, sem que tivesse que pesar as conseqüências...talvez o mundo seria perfeito ou definitivamente a perdição.
Então a razão, sem que ela realmente escolha, permite que ela pense e reflita. Talvez verdadeiramente seja egoísmo. Sim, provavelmente o é. Mas é esse mesmo egoísmo que a deixa viver e acreditar em seus ideais que diz irrefutáveis. Acredita na veracidade do amor e certamente exalta sua existência, ainda que saiba que sua existência é pura e inteiramente retórica. Simples e demasiado complexa. Contradição.
Tentaram roubar suas crenças, aviltar a sublime perfeição enquanto padecia em próprio ego. Conseguiram? Não sabe. Talvez. Uma pequena parte, quem sabe. A crença já não é a mesma, ela certamente já não acredita em contos de fada. Mas ela ainda sonha. E ao passo que deveria crescer e enxergar com a eloqüência de um adulto, ela somente vive um mundo abstrato, onde tudo é vivo e aparentemente real, onde ela acredita na felicidade.
Ela cresce e cresce e cada dia impõe razão àquela mente pura e ainda sã. E ela já não mais simplesmente sonha. Agora ela questiona. Ela não exatamente vive, mas pergunta o porquê de sua existência enquanto percebe que é inexistente ao que previamente enaltecia.
Será, então, que essa garotinha sonha? Será que ela ama? Ela já viveu o suficiente pra descobrir o que verdadeiramente seria amor? Será ela nada mais que contradição?
A cada dia roubam uma parte de seu coração. Roubam-lhe a vida, o afável amor.
Ela acha que a vida jamais corromperá sua essência, mas não sabe que ela será a própria atriz e direção de todos os seus atos. Ela é escolha, é o que deseja ser, é verdade e inverdade, é amor ou nada. Ela é sua própria perdição.
Uma escolha errada e a vida lhe foi presente. Uma escolha certa e então a vida lhe foi ausente. Idealizou em demasia suas escolhas. E já era muito tarde quando a garotinha descobriu que não deveria jamais ter crescido. Que deveria ter se perdido no mundo de fantasias e abstração, de quimera e talvez felicidade. Talvez, hoje, ela não sonhasse todas a noites com a intocável perfeição de um amor que residiu em seu peito. E que sim, certamente fora verdadeiro.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
ideais livres

Quando a mais bela inspiração aparece,
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Insídia

Procuro as razões. Pergunto-me se o que dissera foi mentira. Mas eu jamais me voltaria contra tal e sublime amor.
Apego-me, então, à questão afável. Explico essa infidelidade como subterfúgio a um amor maior do que um dia imaginei sentir.
Conheci quem me fez pensar como há tempos não pensava. Avistando aqueles olhos e aquele sorriso, subitamente apresentados aos meus versos, percebi que eu não exatamente morrera aos sonhos que antes contemplavam meus pensamentos. Por um simples momento não questionei a veracidade do que então chamava de amor. Apenas esperança. Esperança de ludibriar antigas lágrimas para que estas não mais se concretizassem.
Uma exaltação temporária e uma reverência à crenças padronizadas por verossimilhança do que simplesmente seria “ser”. Mas não importa. Toda essa momentânea alegria fora simplesmente a inconsciência regendo e certamente enganando minha razão. Como agradeço por ter sido enganada por mim mesma. Seria eterna a satisfação em saber que fui e ainda sou errada em não crer na tão sonhada felicidade.
Simplesmente não existe. Seria tão simples explicar o porquê de a felicidade ser a maior invenção do homem para persuadir a si mesmo, que não me darei o trabalho de tentar lhes convencer sobre algo demasiado óbvio. Mas alguns argumentos, digo ao certo, devem ser levados em consideração quando uno as variações mais desejadas pelo homem: o amor e a felicidade.
A felicidade seria um estado, um complemento ao sentido de ser. A busca mais incessante do homem, que acredita que se encontrasse a permeável felicidade, nada mais precisaria desejar, já que esta englobaria todo e qualquer sentimento utópico do que seria plenamente viver. Mas então encontramos a impossibilidade do que significaria “ser feliz”. Referente ao amor, senão igual, talvez ainda maior seja a busca do homem por esta síncope, que não temporariamente, mas quiçá por toda a eternidade roube a nossa consciência.
Sendo assim, aproximando-nos do amor, estaríamos próximos também da felicidade. Talvez deva explicar o porquê de o amor ser um “degrau” para a contemplação do “ser feliz”. Dizem que a alma é a possibilidade de o ser humano enxergar o concreto, de personificar o que existiria apenas em pensamentos; a alma é, portanto, aquilo que move o ser humano, o que o permite classificar o mundo em toda sua diversidade de idéias.
O amor envolve o ser humano em toda a sua consciência ou inconsciência. Ele é, então, inerente ao homem. Somos movidos por todas as vertentes do amor, por toda a sua glória e sabedoria, em contraposição a toda a sua ignorância e submissão. Então, o amor é alma e portanto indiscutivelmente vivo e real.
E se existe amor, por que não felicidade? Talvez tenha me enganado ao dizer que ao nos aproximarmos do amor, nos aproximaríamos, também, da quimera e felicidade. Na verdade, quanto maiores conhecedores nos tornamos do amor, mais evidente é a inexistência da felicidade.
Mais uma vez gostaria de me iludir quanto à veracidade de minhas palavras. Porém, a cada segundo mais irrefutável se torna minha tese.
Se descobri que amor é alma, então estou fadado a ser infeliz. Amarei eternamente e eternamente as lágrimas acompanharão o meu caminho.
Quando digo que amo, dou-o minha alma, portanto a vida àquela pessoa que adorna meus sentimentos e coração. Amar ao outro é abster-se da realidade que permeia os próprios versos, é contrariar seus mais íntimos princípios e dizer que contra tudo ficaria se essa fosse a condição daquela pessoa que se ama encontrar a felicidade.
Então a vida seria a união do concreto com toda a inverossímil abstração: a alma, portanto amor. E quando amamos outra pessoa, esse amor que contemplava é liberto, e sua própria alma, sua própria vida, não mais pertence a ti. Tudo agora pertence a quem permitiu, embora inconscientemente que você amasse.
A vida não mais me completa, não mais existo. Todo o amor que tinha foi guiado a quem amamos. E essa pessoa não foi capaz de enxergar que todo o nosso amor a ela foi entregue e subitamente ele desaparece pela imensurável realidade. Mas os resquícios e a memória do amor que nos foi presente é eterna, então a sensação de sua existência é indestrutível.
Estamos presos em morte nesta realidade visível. Temos o corpo, ainda encontro a mente. Mas a vida que estivera presente em mim torna-se uma realidade remota.
Digo que se amo, minha alma já não mais pertence a mim. Então seria hipocrisia dizer que acredito que um dia, quiçá, encontrarei essa tal felicidade.
