Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Desconhecido



Ela andava por um caminho que nunca havia percorrido antes. Ela estava sozinha, acompanhada apenas por seus pensamentos. Sentia-se triste, não sabia como nem por que havia chegado até lá. Estava perdida.
Ela corria, almejando reconhecer algo ou alguém, mas não adiantava. Tudo que ela via era desconhecido. Ela não sabia mais o que fazer até que em seu pensamento surgiu ele, o garoto que ela tanto imaginava amar.
A crença de que o amava lhe deu forças pra continuar a buscar o fim daquele caminho e reencontrá-lo. Ela pensava em todos os bons momentos que já haviam passado juntos, não fora tanto tempo, mas fora demasiado importante pra ela, pois se sentia tão segura ao seu lado. Conseguia imaginar uma vida inteira vivendo ao lado dele.
Surgia a noite, a escuridão não a deixava enxergar absolutamente nada e então ela decidiu parar e prosseguir seu caminho quando a luz voltasse a guiá-la. Ela adormeceu imaginando estar entre os braços de quem amava, desejando sentir em sua face o toque dele, desejando ouvir suas palavras, sentir-se segura. Mas em seus sonhos ela não conseguia enxergá-lo, ele não existia, embora o amor existisse, mas não mais o amor por ele.
Ela acordou um pouco atordoada, confusa demais. Até a noite passada imaginava amá-lo, mas talvez apenas sentisse falta de tudo que sentia ao lado dele e não realmente dele. Ela não sabia o que fazer, então continuou a seguir o seu caminho. Ansiava por encontrá-lo no fim daquela estrada, abraçá-lo contra seu corpo para ter a certeza se ele ainda era quem ela amava.
Seus passos continuaram e muitas outras noites ela adormeceu sob a escuridão que iluminava seus pensamentos. Ela continuava todas as noites a ter o mesmo sonho, e ele nunca estava lá.
Lágrimas percorriam a sua face quando ela percebia que estava totalmente sozinha, quando ela enxergava o seu passado e tudo o que já foi capaz de sentir.
E um dia, como todos os outros, ela acordou de seus sonhos, idealizando o momento que o reencontraria. Seus passos se tornavam cada vez mais cansados, suas lágrimas cada vez mais presentes. Já não sorria havia tempo.
E naquele mesmo dia começou a chover. Ela não queria fugir da chuva, queria sentir a liberdade das gotas que tocavam sua face e percorriam todo o seu corpo. Ela caminhava com o rosto em direção ao céu, tentando esquecer a solidão que sentia.
Lentamente ela voltava sua face para o caminho que se formava em sua frente. Aos poucos abria os olhos e então enxergou um vulto que se encontrava estático frente aos seus olhos. Ela imaginou ser ele, quem pensava amar. Ela correu em sua direção. Não, não era ele, era um outro alguém.
Mas diferente do que ela imaginava, não sentia mais as lágrimas a percorrerem sua face. Um sorriso sutilmente surgia em seus lábios. Seus olhos brilhavam e seus pensamentos finalmente estavam sóbrios.
Ela percebeu, então, que todo o caminho que percorreu a fez enxergar sua verdade. Ela não amava quem imaginava, nem mesmo sentia falta dele. Ela apenas se sentia sozinha e desejava ter ao seu lado alguém que a amasse, que a entendesse, que a fizesse se sentir segura e feliz.
Ele nunca fora capaz de fazê-la feliz. Como ela pôde pensar que gostava dele?
Não mais importa. Finalmente ela conseguiu enxergar que ele nada mais é do que parte de seu passado.
Ela continuará a percorrer o seu caminho, mas agora não mais sozinha. Ela enfim abriu os olhos e descobriu que pode ser feliz, se fielmente se entregar àquele sonho, a quem ela realmente é.

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