Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Declaração




Eu tinha essa dúvida, se a amava ou não... até que alguém me perguntou:
- Você já a viu chorar?
- Sim - eu respondi. Quantas vezes eu já a tinha visto chorar nos ombros de suas amigas e, algumas vezes, até no meu.
- E as lágrimas dela te fizeram ter vontade de mudar o mundo?
Eu pensei... Já havia pensado nisso. Mudar o mundo, fazer o que fosse preciso, só para vê-la sorrindo. Eu respondi afirmativamente.
- Então você a ama.
- E agora? - eu perguntei
- Ora, agora tudo o que você pode fazer é se declarar. De que outra forma ela vai saber o que você sente?
Como fazer isso foi a próxima questão. O que eu sabia sobre ela? Bem, ela gostava de romantismos. Mas também de surpresas. Essa questão ("como me declarar?") ficou em minha cabeça por quase duas semanas até que eu finalmente havia bolado a declaração perfeita.
- Chegaram flores para você.
- Para mim? Mas eu nunca recebi flores. Quem será que me mandou?
Eram tulipas vermelhas. As mais lindas que eu já tinha visto. E havia um cartão. "Minha vida é inútil se eu não puder ouvir as batidas do seu coração". Mas não havia assinatura. Normalmente as pessoas mandam rosas... Então eu pesquisei na internet o significado de tulipas vermelhas. Declaração de amor. Mas como alguém poderia estar se declarando sem dizer o nome?
Quando cheguei em casa o telefone tocou. Era um amigo, me convidou para jantar na sexta, ele disse que tinha novidades.

Eu optei por uma declaração simples. Afinal, se eu fizesse algo grande, como uma serenata quase show, ela poderia ficar assustada, não é?! E essas coisas não fazem meu estilo, também.
Sexta-feira chegara. Eu a levei em um restaurante com música ao vivo. Jantamos e conversamos normalmente.
- Você quer dançar? - eu perguntei
- Claro
Eu conhecia um dos integrantes da banda e lhe pedi um favor: assim que nós entrássemos na pista de dança, ele deveria tocar a música favorita dela.
E enquanto a música tocava, eu cantava junto, sussurrando, em seu ouvido.
Eu podia sentir os arrepios que passavam pelo corpo dela. Quando a música acabou, nós continuamos dançando, porém eu a afastei um pouco, de modo que eu pudesse olhar dentro dos olhos dela.

Tenho que confessar que sempre tive uma queda por ele. E quando ele começou a cantar em meu ouvido, eu quase não pude segurar o choro. Isso realmente me emocionou. Então, a música acabou e ele me fez olhar em seus olhos. Quando ele fez isso, algo que eu já estava sentindo em meu coração cresceu, dobrou de tamanho.
"Minha vida é inútil se eu não puder ouvir as batidas do seu coração. Eu te amo"
Eu quase desmaiei ali mesmo em seus braços, pois o que eu estava sentindo cresceu uma outra vez, agora havia ficado imensurável.
- Foi você! - foi só o que eu consegui dizer. Mas ele não estava me cobrando. Me deixou pensar e juntar todas as peças. Porém, seus olhos não desviavam dos meus.

Eu esperava por sua resposta tentando não demonstrar o medo que estava me consumindo.
Ele tinha sido tão perfeito na sua declaração. Com as flores, a frase, o jantar, mas principalmente com a música. Ele fazia minhas pernas tremerem, meu coração disparar e parecia se preocupar comigo (levando em conta o que ele tinha feito). Como eu poderia deixá-lo escapar?
E então, como se no mundo inteiro só existíssemos nós dois, eu o beijei. Para sempre.

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