
Não direi muitas palavras. Serei breve como o tempo. Sem lirismo, rimas poéticas, versos perfeitos.
Poderia escrever milhares de palavras, descrevendo seus olhos, seu sorriso, o que sinto quando estou ao seu lado ou apenas quando te olho. Mas não farei.
Deixarei por um momento as idealizações. Não inventarei personagens. Não escreverei uma história.
Serei simplesmente verdade por um instante, uma utopia, um singelo verso, sem metáforas ou personificações.
Não direi o que não sinto. Por vezes direi o que não devo.
Não há mais espaço em meu coração para simples histórias, imagináveis amores, insignes segredos.
Admito que me perco por um gesto. Admito que me ganham com um gesto.
E o seu me conquistou. Simples, mas eloqüente. Breve, mas infinito em memória.
E o próprio tempo, como uma infinita poesia te trouxe a mim. Na simplicidade de um beijo, na delicadeza de um toque, na timidez de um sorriso...
Te trouxe assim do nada.
E então espero que ele nunca te leve embora.
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