
Um nó na garganta. Um nó que não pode ser desatado facilmente. Apenas lágrimas conseguem afrouxá-lo, mas mesmo assim, o nó continua, persistente. E tantas coisas caem sobre sua cabeça, fazendo o nó se apertar cada vez mais.
"Por quê?" ela se pergunta "será que eu realmente sou tão ruim a ponto de merecer tudo isso?".
Ela não tem para onde correr e mesmo se gritar, ninguém vai ouvi-la (pois simplesmente ninguém o quer), então ela deixa as lágrimas escorrerem - e elas simplesmente não param de correr. O que fazer para acabar com isso? Não, ela não conseguia suportar tudo aquilo sozinha. Mas com quem contar? Todos apenas seguiam com suas vidas como se nada tivesse mudado. E realmente, nada mudou.
Era algo que ela precisaria aprender. Ela não afetava o mundo, mas o mundo a afetava. Era uma injustiça que ela teria que conviver para sempre, independentemente de sua vontade.
Então, ela simplesmente não fazia questão. Para que mostrar a todos sua condição se ninguém conseguiria entender a sua tristeza? Não, ninguém a entendia, pois onde havia lágrimas todos só conseguiam ver sorrisos.
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