Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Ilícito



Desculpe-me por te culpar por todas as lágrimas que fogem de minha essência. Desculpe-me por diversas vezes fugir da idealização que entrego a ti. Desculpe-me por meus versos mudos, por minhas coloquiais palavras, pela fuga da verdade que encontro em ti.
Não imaginas como tuas palavras invadem essa sóbria alma que busca os teus olhos. Não crês em meus devaneios e ilusões perdidas em ânsias abstratas.
Se o empirismo fosse a certeza do subjetivo amor, jamais encontraria a certeza de te amar, de crer que vivo. Se vivo é porque esse sentimento move cada parte de mim e em desilusões encontro toda a minha negação, a pura racionalidade.
Peço-te que me prive dessa veracidade, que me deixe sonhar, fantasiar, imaginar a existência da felicidade. Deixe-me viver com ideais irrefutáveis, deixe que eu te olhe sem que chore em minha vaidade.
E o constante dilema prevalece a qualquer mínima certeza. Deveria me unir a seus delírios, perseguir os teus anseios, para que tua ausência não aclame por minha lírica subjetividade? Deveria eu me distanciar da musicalidade que rege a minha poesia, e pela eternidade deixar que meus próprios versos sejam a conotação de meu silêncio?
E sob a fronteira de saber o que é amor, não sou Pandora em toda a sua abstração ou qualquer humano que preza sua razão. Sou contradição, sou incertezas, quimera, subterfúgio de minhas próprias palavras. Sonho inebriante, insigne, solidão incontestável. Em lirismo sou a prosa, em razão a poesia e não nego que enquanto estou estática em meus versos, me cercas de uma única certeza. Continuarei presa, por toda a eternidade aos teus olhos, única noite na qual encontro a única vida que desejo.

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