Andando e se perdendo pela imensidão das palavras. Em silêncio absoluto e inquestionavelmente acalentador. Nada ouvia senão a perfeição de sua fantasia em realidade.
Ela continuava a andar e pensar, e pensar um pouco mais, desejando não mais fazê-lo, apenas se entregar aos sonhos, viver ao menos uma vez uma daquelas ilusões que tanto idealizou. Quem sabe conheceria a felicidade, ainda que inexistente. Mas em sua mente tudo era possível, e a felicidade era passível de se tornar sua concreta abstração. Agora ela corria, tentando fugir das próprias idéias, almejando que o vento consolasse suas lágrimas.
Ela tentou. Desesperadamente tentou. Mas nada adiantava. Sua alma foi livre por poucos instantes, nos quais ela imaginou ter se libertado do que chamara de amor. E este amor era muito mais forte que ela. Era parte dela, senão ela por completo.
Ela pensou em desistir, em buscar o eterno silêncio. Porém, por mais que aquele amor a fizesse sofrer, as escolhas já não mais pertenciam a ela. Aquela vida, a qual ela julgava controlar, não mais pertencia a ela. Nada mais a pertencia, nem mesmo os próprios pensamentos. Ela era um títere, extremamente e indiscutivelmente apaixonada.
As lágrimas ainda tocavam a sua face e se misturavam com o tocar da chuva sobre sua pele. Ela chorava, sua pele fervia a cada passo e seu coração aos poucos se perdia.
Ela continuava a andar e pensar, e pensar um pouco mais, desejando não mais fazê-lo, apenas se entregar aos sonhos, viver ao menos uma vez uma daquelas ilusões que tanto idealizou. Quem sabe conheceria a felicidade, ainda que inexistente. Mas em sua mente tudo era possível, e a felicidade era passível de se tornar sua concreta abstração. Agora ela corria, tentando fugir das próprias idéias, almejando que o vento consolasse suas lágrimas.
Ela tentou. Desesperadamente tentou. Mas nada adiantava. Sua alma foi livre por poucos instantes, nos quais ela imaginou ter se libertado do que chamara de amor. E este amor era muito mais forte que ela. Era parte dela, senão ela por completo.
Ela pensou em desistir, em buscar o eterno silêncio. Porém, por mais que aquele amor a fizesse sofrer, as escolhas já não mais pertenciam a ela. Aquela vida, a qual ela julgava controlar, não mais pertencia a ela. Nada mais a pertencia, nem mesmo os próprios pensamentos. Ela era um títere, extremamente e indiscutivelmente apaixonada.
As lágrimas ainda tocavam a sua face e se misturavam com o tocar da chuva sobre sua pele. Ela chorava, sua pele fervia a cada passo e seu coração aos poucos se perdia.
Ela amava. Ela chorava. Ela abandonava os seus versos.
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