
Lola era uma menina normal, sem nada de especial, que não se destacava dos outros. Porém, todos que a conheciam gostavam dela e só achavam que ela tinha um defeito: às vezes ela era ingênua demais.
Era uma tarde de verão, ela e seus amigos foram ao parque, e aquela foi a primeira vez que ela o viu. Foi amor à primeira vista.
Ano Novo, escola nova e uma surpresa: ele estava na sala dela. Lola passou dias imaginando como seria conversar com aquele anjo: Vitor. Ela gostava e pensava nele cada vez mais, e quando nós gostamos muito de uma pessoa, é praticamente impossível sair ileso.
Um dia, ela resolveu se declarar; seus amigos não gostaram muito da ideia, mas mesmo assim, não a impediram, pois sabiam que ela não ouviria. Ela se vestiu bem naquele dia, se maquiou e se perfumou com seu perfume mais caro. Chegada a hora, seu coração acelerava conforme se aproximava do anjo.
- Oi - ela começou e não parou, se não, perderia a coragem - eu queria te falar uma coisa... eu gosto de você... desde a primeira vez que eu te vi, no parque, nas férias.
Depois de falar, ela ficou parada, estática; ele piscou os olhos.
- Legal - ele respondeu e virou as costas para conversar com seus amigos.
Ela continuou no mesmo lugar, sem entender se ele a tinha aceitado ou não. Maria,a melhor amiga de Lola, foi ajudá-la a se mover. Mais tarde, no mesmo dia, Vitor foi falar com a confusa garota.
- Lola, amor, você pode ir comprar bala pra mim? - aquelas palavras a deixaram extasiada.
- No intervalo eu vou, meu anjo - ela falou com os olhos brilhando
- Mas o intervalo vai demorar, você não pode ir agora?
Apesar de não querer, ela acabou indo, para poder agradar o seu amor, mas ele não a pagou.
No outro dia, ele teve dor nas costas e pediu massagem, depois, ela levou lição dele para casa e dia após dia ele exigia mais dela. Maria tentou alertar Lola "Ele só está te usando" ela disse, mas Lola não acreditou, ela estava cega pelo amor. E passaram-se meses desse jeito.
Um sábado, Lola estava cansada de estudar e decidiu dar uma volta no parque perto da sua casa, naquele mesmo parque, com lembranças do seu anjo. Ela andou até chegar no mesmo lugar em que o vira pela primeira vez, chegando lá, ela se surpreendeu, lá estava ele, parado de costas para ela. Um sorriso se formou em seu rosto. Ela deu o primeiro passo em direção a ele quando outra menina se aproximou em seu lugar. Lola achou melhor esperar a menina sair de perto dele, para que ela pudesse ir até lá. Ela não precisou esperar muito, porque na verdade, a garota só deu um beijo nele e foi embora, mas Lola não conseguiu se mexer, pois o beijo não tinha sido qualquer um, nem em qualquer lugar... não era um beijo de amigos, era um beijo de namorados. Ela correu, correu para poder esquecer. O que ela faria quando tivesse que encará-lo?
Cap II - ?
Segunda-feira chegou logo, e assim que Vitor chegou foi falar com Lola.
- Oi, meu bem.
Ela não tinha treinado o que falar. Achou melhor seguir o seu instinto, mesmo sabendo que isso poderia ser perigoso.
- Oi - ela respondeu sem olhar para ele.
- Você fez o meu trabalho? É para hoje...
- É claro que não! - ao falar, ela olhou para ele. Vitor pulou para trás, por medo do olhar da garota
- Por quê?
- Não quis... Achei que a garota do parque fosse fazer um trabalho melhor para você - ele não respondeu - Você vem me enganando há meses! Você só me usa, nunca me beijou e eu te encontro na rua COM OUTRA? EU DEVO TER CARA DE TAPADA, NÃO É POSSÍVEL!
- Lola...
- Quieto! E saia da minha frente.
Aquela foi a última vez na qual ela falara com ele, porém, mesmo com o final do ano e com o fato de ele mudar de escola, ela não deixou de sentir algo em seu coração quando pronunciavam aquele nome: "Vitor".
Alguns anos depois...
Dia da formatuda. Ela sabia que ele iria e que ela o veria. Mas ela tinha medo do que sentiria se o visse, se ele despertaria todo aquele sentimento outra vez.
Meia-noite, já estava na hora do baile, tocava uma música lenta e romântica. Ela sorria quando se virou e o viu.
Cap. III - Liberdade

E ela não sentiu. Nada aconteceu dentro dela... ela finalmente estava livre.
Liberdade é um sonho utopico.
ResponderExcluirmas tá bem escrita.
pelo menos eu sonho, e me orgulho disso ;p
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