Do seu nome, que sem sentido foi
dito por um alguém, surgiu a memória que há pouco morrera na intenção de que
fosse verdade. Verdade dita e posta em mentira e contada como história, ficção
narrada por uma voz em sonho da beleza que fora o toque de um abraço ou dos
lábios que se perderam por breves segundos de entrega errônea de realidade
ficta do amor que nasceu como nasce na natureza tão bela do inesquecível, que
aparecera dentro de seus olhos, quando só sabia neles me perder, e me perder
mais um pouco, enquanto minhas mãos tocavam sua pele como um apelo de
eternidade e pudera eu dizer que também verdade. Mas que de verdade sobrou
apenas uma parede borrada de palavras que incitaram ser ditas e que não
sobreviveram à solidão do passado que se fez em presente um nada além de uma
pobre lembrança que embora dita pobre se tornou a razão do querer, do viver, do
respirar, sonhar e do ser de alguém que desvaneceu quando sonhou com aqueles
olhos transparentes como a alma que existia apenas na própria imaginação.
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