Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

domingo, 25 de outubro de 2009

Alguém pode me tirar da chuva? - II



Ela olhou pela janela, o céu estava cinza, indício de chuva. Ela suspirou, era como se o tempo estivesse refletindo seu humor. Seu coração estava triste, e a tristeza tinha nome: Tiago. Ela o amava há algum tempo, mas ele tinha namorada, por isso ela julgava seu amor platônico. E isso a estava matando.
Ela não poderia impedir a chuva de cair, nem a dos céus, nem a dos seus olhos. Mas ela não queria que os outros a vissem daquele jeito, e só havia um lugar que passava pela sua mente onde ninguém a veria chorando.
Ela andou sem rumo por um tempo que ela não saberia colocar em números. Naquele momento ela estava amando a chuva, pois as lágrimas do céu se misturavam com as suas, não permitindo que as pessoas distinguissem umas das outras.
Tudo o que ela precisava era de alguém que a tirasse da chuva e secasse suas lágrimas. Esse pensamento foi como mágica, pois um instinto a levou a levantar a cabeça e ela conseguiu ver o fim da rua. Ela reconheceu aquele lugar, e a casa de onde ele estava saindo. Ela não podia se mexer, nem desviar o olhar; as lágrimas não conseguiam mais sair dos seus olhos – ela não queria mais que elas saíssem.
- Oi Lírio – ela adorava quando ele a chamava daquele jeito, afinal, esse era o significado do seu nome – o que você está fazendo na chuva? Vem cá! – ele a puxou para debaixo do seu guarda-chuva e a abraçou para que os dois pudessem se abrigar e também para que ele pudesse aquecê-la
- Obrigada. Mas a Bel não vai achar ruim? – ela perguntou fingindo não se importar
- Mesmo se ela achar, ela não tem mais nada a ver com isso.
- Vocês terminaram? – ela tentou não transpassar sua emoção pela voz, mas ela não soube se foi bem sucedida.
- Eu acabei de terminar, ela quase me chutou da casa dela – ele disse com ar zombador.
- Ela deve ter ficado nervosa.
- É, ela ficou. Ela não gostou muito do motivo, na verdade. Sabe... foi por causa de outra garota.
- Você está gostando de outra garota?
- Uhum...
Toda alegria que havia chegado com a notícia do fim do namoro se fora e a vontade de chorar voltara. Ela não poderia ficar ali com ele, se ela não conseguisse controlar a emoção, ele perguntaria coisas que ela não gostaria de responder.
Ela correu, a chuva estava mais fria do que antes, mas ela não ligava, ela apenas queria esquecer. Ela não olhou para trás.
No dia seguinte havia sol, até o tempo havia se cansado do seu humor. Era uma segunda-feira, ela não conseguiria fugir dele, e como não poderia ser de outra forma, logo que a viu, Tiago convocou Lílian para uma conversa no parque, depois da aula.
- Por que você saiu correndo daquele jeito ontem? – ela imaginou que ele faria essa pergunta e já tinha uma resposta preparada.
- Eu lembrei que tinha deixado um bolo no forno...
- Uhm... e eu tenho cara de burro? Você foi até aquela rua sem motivo pra depois sair correndo sem falar nada, sem nem se despedir só por causa de um bolo?
Não houve resposta.
- Tudo bem, eu não te chamei aqui só para você se justificar, eu quero terminar a conversa de ontem.
Ela quis chorar, mas um vento bateu em seu rosto, secando as lágrimas.
- Eu falei que tinha terminado com a Bel por um motivo. Sabe, eu fiquei muito tempo com a Bel gostando de outra garota, e agora eu não consigo mais. Eu tenho que falar meus sentimentos para essa garota, mesmo não tendo certeza do que ela sente por mim. O que você acha?
Lílian sentiu como se sua voz não fosse sair. Como apoiar ele com outra? E como não apoiar? Quem ela preferia magoar: ele ou a si própria?
- É uma boa ideia – é claro que ela preferia se magoar, ela o amava demais para sequer pensar no fato de feri-lo.
O vento soprou uma outra vez, uma mecha do cabelo dela foi para sua boca. Ele a tirou do rosto da garota e deixou sua mão ali. Ela percebeu que ele os olhos dele intercalavam entre a sua boca e seus olhos. Eles ficaram daquele jeito, em silêncio, por alguns instantes.
- Hey, garota – ele disse enfim - eu te amo.
Ela sorriu, e não precisou responder, por ele interpretou esse sinal como um “eu também”. Eles se beijaram. Lílian sentiu o sol mais quente, o vento mais calmo e, quando abriu seus olhos, as cores mais vivas. A chuva nunca mais cairia em seu coração.

4 comentários:

  1. Paluu, ta liindo!!! *-*
    Amei! Nuss, ainda mais com a música, ficou perfeito. ;D

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  2. Adorei
    suas narrativas são sempre ótimas Palu

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  3. oun *-*
    q bom q vcs gostaram :DDDD
    valeus gnt ;D

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  4. fique feliz pq estou coemtendo e pq eu tive psciencia de lerr, meio meloso vc não acha? mas tdo em esta bem escrita ( mesmoq eu não goste do tema) xD bjos

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