
E esse paradoxo constante? Que dia-a-dia tende a aumentar, sobrepondo-se a tudo que diz, tudo que faz ou pensa, mas se tornando unicamente o que em total inconsciência deseja desesperadamente.
É uma profusão tão sublime e ao mesmo tempo uma consternação. Algo sobre o que não fala, mas que guarda nas entrelinhas de suas palavras.
Se houvesse nesse mundo a liberdade de poder dizer o que tanto a atormenta, sem que tivesse que pesar as conseqüências...talvez o mundo seria perfeito ou definitivamente a perdição.
Então a razão, sem que ela realmente escolha, permite que ela pense e reflita. Talvez verdadeiramente seja egoísmo. Sim, provavelmente o é. Mas é esse mesmo egoísmo que a deixa viver e acreditar em seus ideais que diz irrefutáveis. Acredita na veracidade do amor e certamente exalta sua existência, ainda que saiba que sua existência é pura e inteiramente retórica. Simples e demasiado complexa. Contradição.
Tentaram roubar suas crenças, aviltar a sublime perfeição enquanto padecia em próprio ego. Conseguiram? Não sabe. Talvez. Uma pequena parte, quem sabe. A crença já não é a mesma, ela certamente já não acredita em contos de fada. Mas ela ainda sonha. E ao passo que deveria crescer e enxergar com a eloqüência de um adulto, ela somente vive um mundo abstrato, onde tudo é vivo e aparentemente real, onde ela acredita na felicidade.
Ela cresce e cresce e cada dia impõe razão àquela mente pura e ainda sã. E ela já não mais simplesmente sonha. Agora ela questiona. Ela não exatamente vive, mas pergunta o porquê de sua existência enquanto percebe que é inexistente ao que previamente enaltecia.
Será, então, que essa garotinha sonha? Será que ela ama? Ela já viveu o suficiente pra descobrir o que verdadeiramente seria amor? Será ela nada mais que contradição?
A cada dia roubam uma parte de seu coração. Roubam-lhe a vida, o afável amor.
Ela acha que a vida jamais corromperá sua essência, mas não sabe que ela será a própria atriz e direção de todos os seus atos. Ela é escolha, é o que deseja ser, é verdade e inverdade, é amor ou nada. Ela é sua própria perdição.
Uma escolha errada e a vida lhe foi presente. Uma escolha certa e então a vida lhe foi ausente. Idealizou em demasia suas escolhas. E já era muito tarde quando a garotinha descobriu que não deveria jamais ter crescido. Que deveria ter se perdido no mundo de fantasias e abstração, de quimera e talvez felicidade. Talvez, hoje, ela não sonhasse todas a noites com a intocável perfeição de um amor que residiu em seu peito. E que sim, certamente fora verdadeiro.
É uma profusão tão sublime e ao mesmo tempo uma consternação. Algo sobre o que não fala, mas que guarda nas entrelinhas de suas palavras.
Se houvesse nesse mundo a liberdade de poder dizer o que tanto a atormenta, sem que tivesse que pesar as conseqüências...talvez o mundo seria perfeito ou definitivamente a perdição.
Então a razão, sem que ela realmente escolha, permite que ela pense e reflita. Talvez verdadeiramente seja egoísmo. Sim, provavelmente o é. Mas é esse mesmo egoísmo que a deixa viver e acreditar em seus ideais que diz irrefutáveis. Acredita na veracidade do amor e certamente exalta sua existência, ainda que saiba que sua existência é pura e inteiramente retórica. Simples e demasiado complexa. Contradição.
Tentaram roubar suas crenças, aviltar a sublime perfeição enquanto padecia em próprio ego. Conseguiram? Não sabe. Talvez. Uma pequena parte, quem sabe. A crença já não é a mesma, ela certamente já não acredita em contos de fada. Mas ela ainda sonha. E ao passo que deveria crescer e enxergar com a eloqüência de um adulto, ela somente vive um mundo abstrato, onde tudo é vivo e aparentemente real, onde ela acredita na felicidade.
Ela cresce e cresce e cada dia impõe razão àquela mente pura e ainda sã. E ela já não mais simplesmente sonha. Agora ela questiona. Ela não exatamente vive, mas pergunta o porquê de sua existência enquanto percebe que é inexistente ao que previamente enaltecia.
Será, então, que essa garotinha sonha? Será que ela ama? Ela já viveu o suficiente pra descobrir o que verdadeiramente seria amor? Será ela nada mais que contradição?
A cada dia roubam uma parte de seu coração. Roubam-lhe a vida, o afável amor.
Ela acha que a vida jamais corromperá sua essência, mas não sabe que ela será a própria atriz e direção de todos os seus atos. Ela é escolha, é o que deseja ser, é verdade e inverdade, é amor ou nada. Ela é sua própria perdição.
Uma escolha errada e a vida lhe foi presente. Uma escolha certa e então a vida lhe foi ausente. Idealizou em demasia suas escolhas. E já era muito tarde quando a garotinha descobriu que não deveria jamais ter crescido. Que deveria ter se perdido no mundo de fantasias e abstração, de quimera e talvez felicidade. Talvez, hoje, ela não sonhasse todas a noites com a intocável perfeição de um amor que residiu em seu peito. E que sim, certamente fora verdadeiro.
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