Esperamos que gostem do nosso blog, pois, e acho q não falo só de mim, os textos são escritos com bastante emoção
e tem muito te nós em cada frase do que vocês lerão. ;D
Boa leitura

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Cores


Dizem que para cada humor existe uma cor. Se isso for verdade eu diria que a minha cor era cinza. Mas o que seria o cinza? O cinza é uma incerteza, uma dúvida, um quase.
Dizem também que é a incerteza do quase que nos mata. Então, será que o cinza que deixava esse vazio dentro de mim? O “eu quase fui feliz” ou o “quase fui amada”?
Mas um dia tudo muda, um dia as cores , um dia as cores aparecem. Eu ainda me lembro do dia que as cores apareceram em minha vida. Foram seus olhos, tudo começou lá. E essa foi a primeira cor que eu vi: o verde, a alegria do despertar. E assim que começamos a ver uma cor, todas as outras também querem aparecer e lutam para conquistar o lugar mais importante entre as cores, o de “favorita”. Não, apesar de pioneiro não foi o verde que conquistou o lugar de favorito; foi a cor que veio logo depois dela, a cor que nasceu por causa do verde: o vermelho, o desejo de ter cada vez mais e mais do verde.
“A vida tem seus altos e baixos” é também o que dizem (e depois desse texto eu estou começando a acreditar que a maioria das coisas que dizem é verdade), então se as corem vêm, elas também podem ir, e um dia o verde se foi, e com ele a maioria das outras cores. Porém, uma cor, insistente, quis continuar ao meu lado: o vermelho. E não podemos esquecer o significado do vermelho (o desejo de ter o verde ao lado), um desejo impossível de se conseguir, já que o verde não existia mais. E então o vermelho se tornou um fardo.
Entretanto, para minha felicidade, nenhuma cor consegue ficar solitária por muito tempo. Não! Que equivoco o meu, apenas uma das cores gosta da solidão, mas não é o vermelho. Ele se sentiu só e aos poucos também se foi, como todas as outras.
Mas não, não fiquei cega. A cor que adora a solidão, aquela que tinha sido espantada por todas as outras voltou.
Dizem que para cada humor existe uma cor. Se isso for verdade eu diria que a minha cor é cinza. A mistura do tudo com o nada, o ser e o não ser, a incerteza, a dúvida, o quase. O “quase fui feliz” e o “quase fui amada”.

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